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Transtorno bipolar: saiba tudo sobre essa doença


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O Transtorno Bipolar é uma alteração psiquiátrica grave, na qual a pessoa altera de forma drástica o seu humor, podendo ir de profunda depressão para extrema euforia.

Dados da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB), divulgados no site “A Tarde”, do UOL, apontam para cerca de 15 milhões de brasileiros com essa condição, sendo que 8% da população nacional é diagnosticada com a doença bipolar, como também pode ser chamado o transtorno.

Essa patologia afeta tanto homens quanto mulheres e compromete seriamente a saúde mental dos indivíduos e a sua convivência em sociedade. Ainda que seja caracterizada pela alteração de humor, nem sempre mudanças nesse estado indicam que uma pessoa esteja sofrendo desse transtorno psiquiátrico.

Um diagnóstico preciso só pode ser dado mediante avaliação de especialistas, tais como psicólogos e psiquiatras, que verificarão quanto às alterações estão afetando a vida e a rotina do indivíduo.

Para que você entenda melhor sobre essa doença, neste artigo vamos explicar, em detalhes, o que é o Transtorno Bipolar, quais as suas causas, sintomas e tratamentos. Por isso, continue a leitura e confira!

O que é o Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar, também chamado de Doença Maníaca Depressiva, é uma doença que leva o indivíduo a ter alterações em seu humor, comportamento e maneira de se relacionar com outras pessoas.

Essas alterações são caracterizadas por dois quadros totalmente opostos. Quem sofre com esse transtorno vai da extrema tristeza — sentimento que desencadeia períodos depressivos, muitas vezes com condutas suicidas — à euforia incontrolável — posturas maníacas incompatíveis com a situação vivida.

Quais tipos de Transtorno Bipolar existem?

Há 3 tipos de Transtorno Bipolar. A sua classificação depende dos sintomas apresentados pela pessoa e do tempo que eles duram.

Transtorno de Bipolaridade tipo 1

O tipo 1 tem como principal característica os períodos de mania, que é quando a pessoa passa por episódios de extrema felicidadedesproporcionais ao que está acontecendo no momento.

Nessa fase há intensa euforia, agitação, sensação de muita energia, delírios de grandeza e percepção equivocada de que não há necessidade de dormir.

Mas ainda que o indivíduo apresente esse estado de alegria exacerbada, também pode mostrar comportamentos agressivos e irritabilidade, e até mesmo ter delírios paranoicos, sintomas que, muitas vezes, podem ser confundidos com esquizofrenia.

É considerado um episódio de mania quando há a manifestação de, pelo menos, 3 a 4 dos sintomas citados, com duração contínua de, no mínimo, 1 semana.

Esses comportamentos tendem a afetar seriamente a vida da pessoa, especialmente no que se refere à sua relação com amigos, familiares e outros indivíduos próximos.

No geral, os quadros de mania tendem a ser a principal causa de internação entre pacientes com diagnóstico de Transtorno Bipolar.

Transtorno de Bipolaridade tipo 2

O que caracteriza o Transtorno de Bipolaridade tipo 2 é a alteração entre episódios de depressão e de hipomania.

depressão é um transtorno afetivo de tristeza intensa, em que a pessoa passa longos períodos nessa condição. Ou seja, não se trata de um desânimo ou de uma infelicidade temporária pela qual todos podem passar no dia a dia.

Já a hipomania é um quadro mais moderado da mania, condição que leva o indivíduo a ter comportamentos compatíveis com essa condição, porém, menos intensos e que não afetam tanto a sua rotina.

Nesse caso, a pessoa pode apresentar maior disposição que o habitual, mais sociabilidade, energia, iniciativa, impaciência, falar mais que o seu normal, não ter tanta necessidade de dormir e outros sintomas similares.

Transtorno Ciclotímico

É considerado um Transtorno Ciclotímico dentro da bipolaridade a presença de sintomas depressivos e hipomaníacos persistentes, mas de forma mais branda.

Esse quadro costuma persistir por, pelo menos, 2 anos. Por conta desse tempo mais extenso, e por ter sintomas mais leves, muitas vezes as pessoas recebem o diagnóstico de depressão, e não de Transtorno Bipolar, o que pode comprometer os resultados do tratamento da doença.

Quais são os sintomas do Transtorno Bipolar?

O principal sinal de bipolaridade é a alternância entre dois estados de humor opostos: a mania e a depressão. No entanto, os sintomas diferem de acordo com o tipo de Transtorno Bipolar que a pessoa apresenta.

Sobre isso, vale destacar que os episódios com sintomas expressivos têm tempo de duração variados. No geral, podem ser de poucas semanas até 6 meses.

Há casos também em que a pessoa passa por períodos de remissão, não apresentando nenhum sintoma por muito tempo, ou tendo eventos esporádicos — alguns indivíduos têm poucas vezes ao longo da sua vida, outros quatro ou mais em um ano, os quais são chamados de ciclos rápidos.

Além disso, um paciente diagnosticado com um tipo de Transtorno Bipolar dificilmente alterna para outro. Isso quer dizer que o mais comum é a predominância dos quadros de mania, de depressão/hipomania ou o ciclotímico.

Com isso em mente, os principais sintomas da Doença Bipolar são:

Fase maníaca

  • intensa euforia;
  • pensamentos acelerados;
  • fala mais rápida que a habitual;
  • comportamento fora do padrão;
  • aumento de energia;
  • pensamentos acelerados;
  • sensação de grandeza;
  • gastos financeiros excessivos;
  • hipersexualidade;
  • abuso no consumo de substâncias como álcool e drogas;
  • diminuição da necessidade de dormir;
  • elevação da
  • ganho de peso;
  • sentimento exagerado de culpa;
  • agitação psicomotora;
  • irritabilidade;
  • agressividade;
  • ideias desconexas;
  • alucinações e/ou delírios;
  • perda de foco e/ou de atenção;
  • sensação recorrente de inutilidade e/ou frustração.

Fase depressiva

  • tristeza excessiva;
  • perda de energia;
  • fadiga constante;
  • prostração;
  • apatia;
  • pensamentos pessimistas;
  • falta de prazer para realizar tarefas que antes gostava;
  • alterações no sono;
  • alterações no apetite;
  • mau humor;
  • ansiedade;
  • sentimento de desamparo, culpa e/ou inutilidade;
  • dificuldade de se concentrar;
  • falta de sono ou sono excessivo;
  • surgimento de dores crônicas;
  • pensamentos de morte e/ou suicidas;
  • irritabilidade;
  • impaciência;
  • redução ou perda da libido;
  • isolamento social;
  • ideias e pensamentos descoordenados;
  • queda no desempenho e na produtividade (escolar e/ou profissional).

O que pode desencadear o Transtorno de Bipolaridade?

O Transtorno de Bipolaridade atinge tanto homens quanto mulheres e costuma apresentar os primeiros indícios no final da adolescência, início da fase adulta.

Diferentemente do que acontece em outras doenças mentais, essa não está relacionada à falta ou diminuição de serotonina, que é uma substância produzida pelo cérebro, que promove a sensação de bem-estar.

No caso, o Transtorno Bipolar tem maior relação com a desregulação de elementos cerebrais que organizam as emoções positivas e negativas de um indivíduo.

Além disso, é bem importante entender que esse transtorno psiquiátrico tem causas multifatoriais, ou seja, não há um motivo específico que desencadeia a patologia.

Seu gatilho para início dos quadros pode ser, por exemplo:

  • uma situação de extremo estresse;
  • maneira como a pessoa lida com os seus problemas;
  • perdas importantes, como de alguém muito querido, do emprego, etc;
  • fatores hereditários;
  • descargas hormonais fora do normal.

Qual é o tratamento indicado para quem sofre de Transtorno Bipolar?

O Transtorno Bipolar não tem cura, porém, pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados, associados à psicoterapia.

O diagnóstico inicial pode ser feito por um psicólogo e ratificado por um psiquiatra, os quais terão como base o histórico do paciente e a análise dos sintomas descritos por ele ou por alguém de sua convivência direta, como um familiar ou cônjuge.

Assim, o tratamento para quem sofre com esse transtorno inclui:

  • uso de medicamentos;
  • psicoterapia;
  • formação de uma rede de apoio;
  • internação.

Uso de medicamentos

Os medicamentos comumente prescritos para a Doença Maníaca Depressiva são os estabilizadores de humor, antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos, todos sob supervisão e orientação médica, a fim de garantir a dosagem certa para cada pessoa.

Psicoterapia

As sessões de psicoterapia para o tratamento do Transtorno Bipolar pode ser feita apenas pelo paciente ou envolver os familiares.

Além disso, são várias as abordagens que podem ser utilizadas, tais como a terapia cognitivo-comportamental e a terapia rítmica interpessoal e social.

Formação de uma rede de apoio

A inclusão de uma rede de apoio nada mais é do que a compreensão e participação das pessoas que convivem com o paciente bipolar. A ideia é, mediante orientação médica, saber como agir e o que fazer para ajudar a pessoa em cada episódio.

Internação

Em casos mais graves, pode ser necessário internar o paciente para a realização do tratamento, especialmente quando o seu quadro coloca em risco a sua vida e das pessoas que estão próximas.

Como mencionado antes, por mais que alguém apresente constantes mudanças de humor, para saber se ela realmente tem Transtorno Bipolar é essencial se consultar com um especialista. Somente um médico da área de saúde mental pode dar um diagnóstico preciso, bem como indicar qual o tratamento para o caso apresentado.

A partir desse ponto, o paciente precisa buscar recursos e apoio para tratar a doença, que pede atenção constante.

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