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MDB deve repetir aliança com Mauro e buscar espaço de vice ou Senado, revela Janaina


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A deputada estadual Janaina Riva, que se prepara para buscar a reeleição, afirma que seu partido, o MDB, não tem “plano B” para a disputa pelo Palácio Paiaguás e que deve manter aliança com o governador Mauro Mendes (DEM) em eventual tentativa de continuar mais quatro anos no poder.

O MDB esteve no palanque de Mauro em 2018 e permanece na base governista, integrando até mesmo algumas secretarias. Por conta disso, Janaina revela que a meta do partido deve ser fortalecer a chapa de candidaturas para a Assembleia e Câmara dos Deputados e buscar uma vaga na majoritária, indicando o vice de Mauro ou a candidatura ao Senado pelo grupo.

“Partidariamente, não vejo outro plano. Não vejo que o MDB tenha hoje um plano B. O plano do partido é esse, principalmente focado nas proporcionais. A gente quer um espaço na majoritária, vamos discutir como isso vai ser, mas não agora. Não tem nem ambiente para chegar no governador e discutir isso”, disse durante live no perfil do Olhar Direto no Instagram.

Janaina ressalta que Mauro tem feito uma boa gestão e que os erros são apontados pela Assembleia para que sejam corrigidos. Sobre a possibilidade de uma candidatura própria, como a do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, a deputada é categórica ao dizer que tal possibilidade não tem a menor chance de prosperar.

“Não tem chance alguma. A gente não pode dizer que jamais, mas ando muito pelo interior e vejo uma rejeição muito grande ao Emanuel. Até hoje não consigo entender como ele venceu em Cuiabá. Não vejo ele como sendo um candidato viável ao governo e o MDB é um partido que não arrisca. De forma alguma o partido apoiaria Emanuel. E acho que isso não é uma decisão só minha, mas partidária. A sigla não tem esse projeto”, declarou.

Projeto pessoal

Janaina não esconde o sonho em disputar o governo, mas pondera que sua meta é buscar seu terceiro mandato consecutivo na Assembleia, já que o partido deve apoiar a reeleição de Mauro. “Obvio que se ano que vem eu chegar muito fortalecida, pode até ser que eu pense em algum outro projeto. Como eu disse, o MDB cogita uma majoritária, mas eu tenho muitas limitações”.

“Não tenho idade para ir a Senado (é preciso ter no mínimo 35 anos e ela tem 32), poderia ser federal, mas tenho crianças pequenas, fica inviável sair toda terça e voltar quinta. Mulher, diferente de homem público, não tem substituto, então tenho que me virar como posso na minha casa. Penso que só teria a opção de ser candidata ao governo ou a vice ou ser deputada estadual novamente. Vou tomar essa decisão no ano que vem”, completou.

Tendo a meta de ampliar os votos que teve nas eleições anteriores, a emedebista pontua que em sua opinião, antes de buscar o comando do Palácio Paiaguás, seria preciso comandar a Mesa Diretora da Assembleia, algo que tem tentado desde o primeiro mandato.

OLHAR DIRETO