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Mato Grosso

Fornecimento de medicamentos para unidades prisionais de Cuiabá está suspenso, diz sindicato; MP investiga

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O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou inquérito civil para apurar a falta de medicamentos e insumos para atendimento e tratamento de detentos nas unidades prisionais de Cuiabá.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindispen) em exercício, Amaury Paixão, o fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares está suspenso desde março deste ano.

O MPE afirma que a própria Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) teria exposto a insuficiência de insumos hospitalares para atender aos reeducandos.

Para que as irregularidades no abastecimento dos postos das unidades prisionais sejam sanadas, o MPE acionou a Sejudh e a Secretaria Municipal de Saúde.

A Secretaria de Saúde de Cuiabá informou que vai se manifestar sobre o assunto em entrevista coletiva na próxima segunda-feira (25).

Já a Sejudh disse, por meio da assessoria de imprensa, que não foi notificada sobre o inquérito.

Tiroteio

O atendimentos aos detentos das unidades prisionais da capital também foi abordado amplamente a depois que cinco pessoas ficaram feridas em um tiroteio em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Bairro Morada do Ouro, em fevereiro deste ano.

O tiroteio ocorreu quando criminosos tentavam resgatar um detento que estava sendo atendido no local.

À época, a Secretaria Municipal de Saúde informou que as UPAs não atenderiam mais aos detentos e que, a partir de então, eles seriam encaminhados para unidades com menor fluxo de pessoas.

A Sejudh explicou que o preso teve que ser levado para a UPA porque era feriado e não havia médicos disponíveis nos postos das unidades prisionais.

Também foi acordado que melhorias seriam implementadas nas unidades prisionais para que os detentos só saíssem para atendimento médico fora, em caso de emergência.

Seletivo

A Sejudh divulgou na quarta-feira (21) a abertura do período de incrições para processo o seletivo de médicos que devem atuar nas unidades prisionais.

No total, serão ofertadas 14 vagas distribuídas nos municípios de Cáceres, Colíder, Nortelândia, Nova Xavantina, Rondonópolis, Tangará da Serra, Alta Floresta, Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Sorriso, Juína e Lucas do Rio Verde.