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Cuiabá: Namorado e ‘sogro’ de adolescente que atirou em Isabele também responderão por crimes


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O namorado da adolescente que atirou em Isabele Ramos, 14, e o pai dele, também responderão por crimes, no caso ocorrido no Condomínio Alphaville, em Cuiabá, no dia 12 de julho. Uma coletiva de imprensa foi realizada tarde desta quarta-feira (2), para falar da conclusão do inquérito. A responsável pelo disparo responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Concluiu-se na investigação que ela, no mínimo, assumiu o risco ao apontar a arma para o rosto da amiga e não verificar se estava pronta para o disparo.

O proprietário das armas levadas até a casa de Marcelo Cestari no dia do episódio é pai do namorado da adolescente que fez o disparo. Ele é atirador esportivo e colecionador. Durante operação da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) para apurar o caso, 18 armas foram apreendidas na residência dele.

Embora ele alegue que as armas tenham sido levadas até a casa de Cestari sem seu conhecimento, ele responderá pelo crime de omissão de cautela da guarda de arma de fogo. A pena é de um ano a dois de reclusão.

Já o filho, que levou as armas, mostrou ambas ao pai da namorada, e outros familiares no dia do episódio. Ao ir embora, pediu para deixar elas na casa, pois estava com medo de ser pego em uma blitz. Horas depois, Isabele foi morta pela Imbel calibre 380.

O adolescente responderá por ato infracional análogo a porte de arma de fogo. Serão aplicadas medidas socioeducativas a ele, as quais ainda serão decididas.

Marcelo Cestari

Marcelo Cestari será indiciado por posse ilegal de arma de fogo, pois o namorado da filha pediu para levar as armas para sua casa e ele confessa que autorizou.  Além disso, recebeu armas em casa que estavam em nome de terceiros. Pela legislação, isso é proibido.

Ele responderá por homicídio culposo (de um a três anos de pena) – por agir com imprudência e negligência ao permitir que a filha dele pegasse esta arma de fogo. A atitude dele, segundo as investigações, resultou na morte de Isabele.

Cestari também entregou a arma para adolescente, o que gera reclusão de três a seis anos. Por fim, entende-se que responderá também por fraude processual. Algumas condutas dele, na visão da Polícia, podem ter atrapalhado a investigação.

“Primeiro: quando o Samu chegou, havia armas e objetos que estavam em cima da mesa, ele mandou que a esposa guardasse. Não deveria ter mexido. Segundo: o disparo foi muito claro. Ele disse nas ligações várias vezes que não foi tiro. Isso também pode caracterizar fraude processual”, disse Bassi.

A adolescente 

A adolescente de 14 anos, responsável pelo disparo, responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Concluiu-se na investigação que ela, no mínimo, assumiu o risco ao apontar a arma para o rosto da amiga e não verificar se estava pronta para o disparo.

A sua pena máxima, conforme o delegado Wagner Bassi, poderá ser uma internação de até três anos, em estabelecimento educacional. Isso pode ocorrer durante o processo ou somente após a conclusão dos trabalhos na Justiça. Em casos envolvendo adolescentes, não há prisão.

As investigações mostraram que a versão apresentada pela adolescente de 14 anos não condiz com o que se apurou e com o que consta nos laudos da perícia.

Olhar Direto