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Rondônia

Cremero reforça campanha do CFM sobre a necessidade de cuidar da saúde dos médicos


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A pandemia da covid-19 aumentou o nível de estresse dos médicos, diminuiu as horas de sono e o tempo dedicado por eles às refeições e aos familiares. É o que mostra pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com 1.600 médicos brasileiros. O levantamento serviu de base para a campanha que a autarquia lançou nesta quarta-feira (7), Dia Mundial da Saúde, com o apoio do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) e demais CRMs do Brasil, na qual chama a atenção da população brasileira e das autoridades para a pressão a que os médicos estão sendo submetidos desde o início da pandemia.

Para 96% dos médicos, a pandemia impactou suas vidas, seja aumentando o nível de estresse (22,9%), gerando sensação de medo e pânico (14,6%), reduzindo o tempo dedicado à família, refeições e lazer (14,5%) e diminuindo o tempo e qualidade do sono (7,6%). “E infelizmente registramos a perda de 17 colegas profissionais em função do contágio com a doença. Profissionais estes que lideraram frente a frente o combate na defesa de seus pacientes. Perdas irreparáveis para a medicina do nosso Estado”, destacou o presidente do Cremero, Dr. Robinson Machado.

No começo da pandemia o Cremero realizou uma coletiva com especialistas em epidemiologia alertando sobre o risco futuro. “Na ocasião fomos considerados alarmistas pelos dados expostos. Hoje, os dados refletem exatamente o que tentamos alertar, infelizmente as análises estavam corretas com a descontrolável proporção que esta pandemia tomou em nosso Estado. Mesmo com a vacinação como esperança de um controle para esta doença, não podemos nos descuidar”, acrescentou Dr. Robinson Machado que não mediu esforços para inclusive fazer da sede do Conselho, ponto de vacinação espontânea para os profissionais médicos.

Atendimentos eletivos

Ao mesmo tempo em que aumentou a carga de trabalho nos prontos-socorros, a covid-19 levou a uma diminuição dos atendimentos eletivos, provocando redução das consultas no setor privado e no setor público. Essa diminuição resultou em perdas de vínculos de trabalho para 11,8% dos profissionais que responderam à pesquisa, bem como o fechamento de consultórios ou demissão de funcionários administrativos.

Por outro lado, se a pandemia sobrecarregou o médico, ela também reforçou o compromisso do profissional com a medicina e com a saúde da população, fortaleceu a imagem do médico diante da comunidade e melhorou sua relação com os pacientes e outros profissionais de saúde. O presidente do Cremero ressalta que a diretoria e o departamento de fiscalização têm sido incansáveis nas ações em apoio aos profissionais nas macro regiões responsáveis pelo atendimento da covid-19. Seja por videoconferência ou pessoalmente, as visitas foram e continuam sendo constantes na tentativa de orientar as unidades de saúde e adequar as necessidades recomendadas.

Sugestões da classe médica

O trabalho indica ainda que para 88% dos participantes novas epidemias poderão surgir nos próximos anos. Para enfrentá-las, eles sugerem investimentos na valorização dos profissionais de saúde (15%) e em pesquisas científicas (15%). Também apostam em melhorias no saneamento básico (15%) e saúde (11,4%), fortalecimento da Atenção Básica (13%) e reforço no sistema de vigilância sanitária (12,3%). A ampliação de leitos de internação e de UTI foi indicada por 10,6% e 8,6% dos entrevistados, respectivamente.

Assessoria de Imprensa – Cremero