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Transgênicos beneficiam mais países em desenvolvimento

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48% dos ganhos com a produção de transgênicos foram para países desenvolvidos e 52% para os emergentes

Pesquisadores e economistas da empresa de consultoria agrícola do Reino Unido, PG Economics Ltd, publicaram um estudo que analisa os impactos socioeconômicos e ambientais no cultivo de culturas geneticamente modificadas (GM). A pesquisa observou os impactos dessa utilização durante um período de 20 anos, de 1996 até 2016, e vem se atualizando seus dados anualmente, sendo a última edição foi lançada no dia 11 de junho.

O levantamento levou em consideração as quatro principais culturas transgênicas que são cultivadas no mundo, soja, milho, canola e algodão. De acordo com Graham Brookes e Peter Barfoot, realizadores do estudo, a comercialização de sementes GM se deu de forma rápida desde o início da década de noventa e com o passar do tempo só foi se atualizando e gerando pontos positivos para a sociedade.

Foi descoberto que existe um benefício socioeconômico, a nível de fazenda, de US $ 18,2 bilhões durante 2016 e US $ 186,1 bilhões para o período que vai de 1996 à 2016. Segundo os pesquisadores, os ganhos foram divididos em 48% entre os agricultores dos países desenvolvidos e em 52% entre os agricultores dos países em desenvolvimento, sendo 65% dos lucros foram promovidos por rendimentos e ganhos de produção, enquanto 35% vieram da chamada economia de custos.

“Nos últimos 21 anos, a biotecnologia agrícola tem ajudado os agricultores a cultivar mais alimentos usando menos recursos, reduzindo os danos causados por pragas e controlando melhor as ervas daninhas. Os maiores aumentos no desempenho ocorreram nos países em desenvolvimento e isso contribuiu para uma base de fornecimento de alimentos mais confiável e segura nesses países”, diz o estudo.

Por fim, a pesquisa indica que a disseminação da tecnologia GM está diminuindo também os impactos da agricultura no meio ambiente. Como esse tipo de cultivo permite que os agricultores produzam mais, eles não têm a necessidade de adquirir novas áreas de cultivo, diminuindo o desmatamento, a erosão e a poluição promovida pelos maquinários.

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