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População indígena de Aripuanã participa de projeto voltado ao combate às drogas ilícitas

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Com o intuito de atuar na prevenção ao uso de drogas ilícitas e o consumo de bebidas alcoólicas pela população indígena de Aripuanã, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), juntamente com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), e lideranças indígenas das etnias Arara do Rio Branco e Cinta Larga, desenvolveram um projeto voltado ao combate à dependência química.

O projeto surgiu após a SESAI perceber, através da Assistência Social e da Psicologia, o aumento do uso de drogas ilícitas, na cidade de Aripuanã, por parte da juventude indígena, conforme explica Bruno Emílio Fadel Daschieri, indigenista especializado da FUNAI.

“Num primeiro momento estamos tentando mapear a presença indígena na cidade, descobrir por quais motivos estão vindo aqui, qual contato eles (indígenas) já têm com essas substâncias, e que tipo de problemas esse contato gera. Saber por que eles chegam até essas substâncias e de que maneira essa dependência se estabelece, para então desenvolvermos ações que possam mitigar esses efeitos”, disse.

Segundo Daschieri, as linhas de atuação estão baseadas em duas frentes: uma na cidade, com medidas de apoio aos jovens indígenas, como reforço escolar, atividades esportivas, projetos de primeiro emprego, estágio, “de modo a inseri-los produtivamente na sociedade”, por outro lado, fortalecer vínculos com as aldeias e com a cultura tradicional, para reverter o preconceito e a falta de entendimento sobre a riqueza cultural indígena.

Angelton Arara, coordenador do projeto, denominado ‘Força, Fé e Esperança. Combate ao Alcoolismo, Drogas e Prostituição de Jovens e Adolescentes Indígenas’, foi vítima desse vício e relata que conseguiu ser resgatado. “Vivenciei isso (o uso de entorpecentes ilícitos), mas graças a Deus consegui me livrar, e como ser humano, desejo que ninguém passe o que eu passei, nem meu pior inimigo”.

O projeto foi apresentado à população indígena de Aripuanã, na sexta-feira passada (18), no auditório do Centro de Apoio ao Turismo, durante reunião do Conselho de Saúde Indígena. De acordo com os organizadores, mais de setenta indígenas das etnias Arara do Rio Branco e Cinta Larga, participaram do evento.