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Polícia Federal ouve líderes de caminhoneiros para saber se há incentivo de empresários a greve no Acre


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 Após o presidente Temer acionar as Forças armadas para desbloquear as rodovias federais interditadas, a Polícia Federal convocou alguns líderes dos caminhoneiros do Acre para depor devido à paralisação da categoria no estado.

A PF quer investigar se os empresários de algum setor estão contribuindo, incentivando e até orientado a paralisação de seus empregados – configurando assim uma greve liderada pelos patrões, o que é proibido por lei. Essa prática é conhecida como locaute.

A PF não informou quantos motoristas estão sendo ouvidos e também não deu mais detalhes sobre a ação.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e Máquinas Pesadas do Acre, Júlio Farias, disse que a polícia pediu informações sobre o movimento, assim como em todo o país.

“A gente explicou que não estava tirando o direto de ir e vir de ninguém. E ninguém está ali forçado. Cada um parou seu caminhão porque não aguenta mais pagar R$ 5 no litro do combustível”, diz.

Farias garantiu que o movimento não está sendo incentivado por nenhum caminhoneiro. “Queriam saber se tinha alguém por trás do movimento, mas é da categoria. A gente não aguenta mais pagar imposto”, diz.

O caminhoneiro Kennedy Cândido foi ouvido e liberado ainda no início da noite de sábado. Ele contou que a polícia questionou se algum empresário estava por trás do protesto.

“Vim dar meu depoimento e já estou voltando para o movimento. Queria saber se alguma empresa está nos apoiando, mas a única empresa é que população que tem nos ajudado. Perguntaram o motivo da manifestação e os veículos que estavam passando. Mas, nós estamos prontos para agir com inteligência em algumas medidas contra nós e vamos continuar dentro da lei”, destaca.

No Acre, os motoristas estão estacionados em trechos das Brs 364, 317 e também da rodovia Transacreana. A paralisação no estado ocorre desde a noite de quarta-feira (23) e está no quarto dia.

Neste sábado (26), o Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac) informou que ao menos 59 postos já estão desabastecidos. As cargas de combustíveis foram estacionadas em uma área às margem da BR-364.

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