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Pai encontra filho morto em casa após noite de tiroteio na Zona Norte do Rio


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Rio – Um jovem de 24 anos foi encontrado morto pelo próprio pai na manhã desta quinta-feira, no Morro do 18, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. Francisco da Costa, de 57 anos, chegava do trabalho quando encontrou o corpo de Luciano da Costa, baleado, em cima da cama. A suspeita é de que ele tenha sido vítima de uma bala perdida. 
Moradores da região dizem que a sensação de medo é constante e casos de violência já se tornaram rotina. As localidades da Fazendinha, Granja e Água Santa, onde o jovem foi morto, são alvos de disputa constante entre traficantes e milicianos. O corpo de Luciano precisou ser levado da residência e colocado na Rua Pátria, a principal da comunidade, para que a perícia pudesse ser realizada. A ordem para a retirada da vítima teria partido do grupo paramilitar por conta dos confrontos.
Luciano tinha 24 anos e foi baleado dentro de casa Reprodução / Internet

Corpo de jovem foi retirado de casa e levado para a rua Reprodução / Internet

A PM informou que o 3º BPM (Méier) foi acionado, isolou a área e acionou a Delegacia de Homicídios da Capital (DH) para realizar a perícia. Ainda segundo a PM, não houve registro da participação de policiais em algum confronto na região durante a noite de ontem.
Luciano era filho único, o pai desabafou sobre a perda e disse que irá se manter forte para enfrentar o ocorrido: “A gente cria, mas estamos em um momento que quando Deus quer, da forma que Deus quer, eu acredito que seja dessa forma, a hora, o dia tudo. Eu não vou culpar ninguém eu não vou me desesperar porque sei que onde ele está feliz, alegre, vendo que o pai dele está firme”, disse Francisco.
Após a morte do rapaz, moradores começaram a se organizar para realizar uma manifestação no bairro contra a violência. O ato estava marcado para as 16h na Rua da pátria, em frente à Rua Paulo de Medeiros, mas não foi realizado. Um homem que não quis se identificar disse que grupos têm obrigado comerciantes a fecharem as lojas e os confrontos acontecem a qualquer hora do dia: “Troca de tiro a todo instante, sem hora nem lugar. Ontem a noite estudantes indo a escola começaram os tiros, por volta das 19:30, um rapaz foi atingindo na cabeça dentro de casa, estudando”, desabafou.
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