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Oito casos de leishmaniose visceral canina são confirmados em Cacoal, RO

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Um trabalho de prevenção entre órgãos de saúde pública está sendo realizado em Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, para descobrir o vetor transmissor da leishmaniose visceral canina na região. Oito casos da doença já foram confirmados em cães da cidade.

De acordo com o médico veterinário da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) Cristian José da Silva, desses animais, três vieram do Mato Grosso do Sul e cinco são do município. Essa é a primeira vez que a doença é diagnosticada em Rondônia.

O trabalho de campo em Cacoal começou no mês de maio, sendo que durante a semana as equipes se deslocam para as residências onde há cães que moram no entorno dos locais onde casos foram confirmados. Esse trabalho de observação e coleta de materiais é feito três vezes por semana, por duas equipes compostas por seis profissionais, cada.

“Analisamos uma média de 20 cães diariamente. Aqui em Cacoal fazemos o exame de triagem e se esse animal apresentar algum tipo de reação, encaminhamos essas amostras para nosso laboratório de referência em Porto Velho e para o laboratório no Rio de Janeiro, para que seja feito o isolamento da leishmania e assim classificá-la no município”, explicou Cristian.

Testes estão sendo feitos em cachorros (Foto: Magda Oliveira/ G1)

Testes estão sendo feitos em cachorros (Foto: Magda Oliveira/ G1)

Além disso, as equipes realizam testes rápidos nos cães, onde em 20 minutos é possível fazer a triagem do animal e posteriormente encaminhá-los para exames confirmatórios. “Nós estamos fazendo esses testes rápidos, pois nos dá uma boa noção para avançarmos nas pesquisas com esses animais”, destacou.

Transmissão

Cristian explica que a leishmaniose é transmitida por meio de um vetor e destaca que a visceral canina é diferente da leishmaniose tegumentar, que é comum no Estado de Rondônia.

“Nós estamos pesquisando agora a leishmaniose visceral, pois é uma situação recente, o transmissor é um pouco diferente e essa doença é transmitida ao cão ou ao ser humano através da picada do mosquito, que é o vetor. Esse vetor nós também estamos pesquisando para tentarmos encontrar ele em Cacoal, o que ainda não ocorreu. As pesquisas devem se estender até o próximo ano”, afirmou o veterinário.

Testes para detecção de leishmanionse em Cacoal (Foto: Magda Oliveira/ G1)

Testes para detecção de leishmanionse em Cacoal (Foto: Magda Oliveira/ G1)

Apesar de já terem confirmado a doença em cães de Cacoal, Cristian disse que as pesquisas estão sendo aprofundadas, já que o Ministério da Saúde tem alguns critérios em relação a esses casos.

A equipe espera que em cinco meses, cerca de mil cães sejam examinados. As coletas das biópsias e linfonodos só são realizadas nos animais que apresentam os sintomas da doença. Os sintomas clássicos são emagrecimento, unhas compridas, lesões oculares e de pele. “O proprietário pode procurar o médico veterinário dele ou comunicar o Centro de Controle de Zoonoses”, alertou.

Trabalho de campo

Equipes vão a campo para realizar testes de leishmaniose em cães (Foto: Magda Oliveira/ G1)

Equipes vão a campo para realizar testes de leishmaniose em cães (Foto: Magda Oliveira/ G1)

As equipes estão visitando todas as residências que possuem cães que residem no entorno de onde houve casos da doença confirmada. Cristian pede que os moradores recebam bem as equipes.

“Todo esse trabalho que está sendo feito com os cães é para evitar que a doença chegue ao ser humano. Então conhecendo como está a situação dos cães, a gente consegue tomar medidas de prevenção para que não chegue ao ser humano e se chegar que já tenhamos um controle”, explicou o veterinário.

O trabalho de prevenção da leishmaniose visceral canina está sendo realizado em parceria com a Agevisa, Centro de Controle de Zoonoses, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen).

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