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Mato Grosso

Maluf diz que deputados não agiram como juízes ao votar soltura de Mauro Savi


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O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), parlamentar que presidiu a sessão em que houve a aprovação, com 14 votos, da soltura do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso desde o dia 9 de maio deste ano, disse que não votou a inocência do colega e que o ato não representa nenhuma obstrução. O tucano também informou que a notificação ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) já foi encaminhada na manhã desta quarta-feira (6).

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Em entrevista à imprensa nesta manhã, Maluf disse que os deputados não desrespeitaram nenhuma deteminação do Poder Judiciário e que Mauro Savi tem o direito de responder pelas acusações em liberdade, dando continuidade ao seu mandato.

“Eu votei pela manutenção do Estado de Direito. Acredito que a prisão temporária já teve sua função e ele não representa mais nenhuma obstrução. Já prestou o seu depoimento. Não votei pela sua inocência, de forma alguma. Só votei pelo direito de ele poder responder isto em liberdade, estando presente aqui na Assembleia e usando o seu mandato que foi eleito pelo povo”, afirmou o parlamentar.

“Eu não quis ser juiz, acho que quem pratica este juízo de valor para decidir se é culpado ou não é o Poder Judiciário, tanto é que a soltura desta votação vai ser remetida pela Mesa Diretora ao presidente do Tribunal de Justiça e ao relator que está com o processo do deputado”, explicou.

Por fim, o deputado reconheceu que a casa de leis errou em emitir alvará de soltura no caso da prisão do deputado Gilmar Fabris (PSD), no ano passado, e que desta vez o trâmite será feito conforme a determinação do desembargador José Zuquim Nogueira.

“O trâmite é o envio ao Poder Judiciário. Nós evoluímos também, entendemos que este é o caminho correto. Não aconteceu isso no caso do Gilmar Fabris, mas entendemos que o correto é que a expedição do alvará seja feita pelo Poder Judiciário. A notificação está sendo enviada hoje. Então o Judiciário tem que se pronunciar pela soltura ou não. Cabe a nossa procuradoria tomar os encaminhamentos”, finalizou.

Mauro Savi e outras cinco pessoas foram presas durante segunda fase da operação ‘Bereré’, batizada de ‘Bonus’. Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), p deputado é suspeito de liderara uma organização criminosa que praticava fraudes e desvio de verba no Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Confira abaixo como cada deputado votou:

Dilmar Dal’Bosco (DEM)– ausente 
Gilmar Fábris (PSD) – sim
Wagner Ramos (PSD) – sim
Eduardo Botelho (DEM) – absteve
Baiano Filho (PSDB) – absteve 
Leonardo Albuquerque (SD) – sim
Marcrean Santos (PRTB) – sim
Max Russi (PSB) – sim
Nininho (PSD) –  absteve
Pedro Satélite PSD) – sim
Saturnino Masson (PSDB) – sim
Sebastião Rezende (PSC) – ausente 
Wancley Carvalho (PV) – sim
Wilson Santos (PSDB) – ausente 
Guilherme Maluf (PSDB) – sim 
Oscar Bezerra (PV) – sim
Romoaldo Junior (MDB)– sim
Silvano Amaral – sim
Zé Domingos Fraga (PSD) – absteve 
Allan Kardec (PT) – sim
Janaína Riva (PMDB) – sim
Zeca Viana (PDT) – ausente 
Valdir Barranco (PT) – ausente