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Direto de Brasília

Maia diz que governo vive “numa bolha” e que “situação do país é ruim”


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O presidente da Câmara dos DeputadosRodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta segunda-feira (21/12), que o governo Bolsonaro vive “numa bolha” e avaliou que, apesar de a situação do Brasil ser ruim, há uma narrativa de que as coisas estão indo bem.

O parlamentar colocou à disposição do governo a colocação em pauta da proposta de unificação do PIS e do Cofins, que receberia o nome de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), mas disse que ainda não houve interesse do governo em votar.

“A situação do Brasil é ruim, mas existe aí uma narrativa de que as coisas estão bem. Sabemos que não é verdade. Desemprego está crescendo, inflação está subindo. Milhões de brasileiros sem apoio do governo federal por omissão da posição final do governo, junto ao Senado, em relação à PEC Emergencial, que viabilizaria espaço no orçamento para atender essas famílias”, declarou Maia.

“Nós vivemos uma realidade, a população brasileira, e vivemos uma bolha do governo em Brasília, que acha que as coisas vão caminhando muito bem. A intenção da pauta do recesso era resolver esses problemas emergenciais na sociedade brasileira. Como não foi possível, vamos em frente”, acrescentou.

O presidente da Câmara vem pressionando para que o recesso parlamentar seja cancelado ou encurtado, sob o argumento de votar projetos essenciais ao país, na área econômica e de saúde. O governo, por sua vez, avalia que a suspensão do recesso daria munição a Maia na disputa interna da Casa, que ocorre em 1º de fevereiro de 2021.

Candidato

O democrata sinalizou que o bloco liderado por ele deve anunciar o candidato à presidência da Câmara até a próximo quarta-feira (23/12), antevéspera de Natal. Oficialmente, a sessão na Casa ocorre até terça-feira (22/12). “Quarta-feira, no máximo, teremos um encaminhamento, ouvindo a todos”, disse.

O bloco chamado de “centro democrático” é formado pelos seguintes partidos: DEM, MDB, PSL, PSDB, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, PCdoB e Rede. E conta, agora, com 281 deputados.

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