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Mato Grosso

Lúdio afirma que grampos influenciaram eleição de 2014 em MT e cobra punição


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Na avaliação do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que disputou o Governo do Estado e foi derrotado pelo ex-governador Pedro Taques (PSDB), ainda no primeiro turno nas eleições de 2014, o resultado foi influenciado pelo esquema de grampos ilegais, conhecido como Grampolândia Pantaneira. Por isso, o petista cobra a punição dos responsáveis.

Ocorre que o cabo PM Gerson Correa, e o ex-comandante  geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, apontaram Taques e seu primo, o ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, como  financiadores e beneficiários  da Grampolândia Pantaneira. O esquema de interceptações ilegais teria começado durante a campanha eleitoral e teve como alvo, adversários do tucano.

Um dos grampeados seria o advogado José do Patrocínio, coordenador jurídico da campanha de Lúdio. O advogado José Antônio Rosa, que atuou na Campanha de José Riva, também foi interceptado.

“O Patrocínio coordenava o jurídico da minha campanha. Os grampos aconteceram durante a campanha. Então, é lógico que isso interferiu no resultado da eleição. Naquele período não ouvi falar em grampos. Não tínhamos noção de que isso estava acontecendo”.

Punição aos responsáveis

Conforme Lúdio, não há como alterar os fatos já ocorridos. Entretanto, defende que os responsáveis pelos grampos ilegais sejam punidos com rigor.

“Isso, lógico, assegurando o amplo direito de defesa, o devido processo legal, mas a Justiça punindo quem colocou em prática esse ato que é absolutamente antidemocrático. Interferiu no resultado da eleição e quem for responsável tem que ser punido”,  concluiu.