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Governo estuda Lockdown de uma semana em Porto Velho; saiba o que é Lockdown

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 O Governo de Rondônia estuda Lockdown de uma semana na cidade de Porto Velho, devido o aumento do número de infectados por COVID-19 na capital, hoje ontem(4), a 4.343 e 139 mortes.

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A situação se complicou devido o município atingir 100% dos números de UTIs no dia 02 de maio, e nesta quinta-feira morreram 14 pessoas, acendendo o alerta na equipe do Governo.

Segundo fontes do jornal e site O OBSERVADOR, o Lockdown seria 06 a 14 de maio de 2020. E seria o prazo para entrar em funcionamento do Hospital de Campanha do Regina Pacis, comprado pelo Governo de Rondônia por R$ 12 milhões, e com prazo de entrega no último dia 01 de junho.

A reforma está atrasada e segundo previsões ainda pode demorar cerca de 10 dias para entrar em funcionamento. Um alento no dia 03/06, foi os 12 leitos de UTIs no Hospital do Amor e 49 clínicos.

O município de Porto Velho também está tendo dificuldades para conseguir contratar leitos de UTIs e clínicos, está no quinto chamado público e até agora todos deram desertos, o primeiro na ASTIR – Associação dos Cabos e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiros, ainda não foi efetivado devido falta de documentos para efetivação de convênio.

Nesta noite um texto foi distribuído no Whatsapp, informando do Lockdown, mas fontes ligadas ao Governo de Rondônia informam que o estado, ainda estuda o assunto e até amanhã será dado o parecer final.

(OOBSERVADOR)

O que é Lockdown?

Lockdown é a versão mais rígida do distanciamento social e quando a recomendação se torna obrigatória. É uma imposição do Estado que significa bloqueio total.No cenário pandêmico, essa medida é a mais rigorosa a ser tomada e serve para desacelerar a propagação do novo Coronavírus, quando as medidas de isolamento social e de quarentena não são suficientes e os casos aumentam diariamente.

Como funciona o lockdown?

Consiste em restringir a circulação da população em lugares públicos, permitindo apenas, e de forma limitada, para questões essenciais, como ir à farmácias, supermercados ou hospitais. O descumprimento dessa regra pode acarretar multas e em toque de recolher, dependendo do governo local.

Qual a diferença entre isolamento social, quarentena e lockdown?

Esses termos se tornaram parte do nosso dia a dia e podem gerar certas dúvidas quanto aos seus significados. Apesar de terem o mesmo objetivo que é manter as pessoas em casa, essas palavras não são sinônimas.

  • Isolamento social: É uma recomendação médica para pessoas que podem ter tido contato com algum paciente infectado ou estão aguardando o resultado de testes (sobre a contaminação pelo novo Coronavírus) ou tenham o diagnóstico confirmado. Nestes casos, é recomendado que se isolem das demais e evitem a propagação da doença. O isolamento pode ser tanto domiciliar quanto hospitalar, dependendo da gravidade de cada caso.

    O isolamento é subdividido em dois tipos:

    Isolamento Vertical: É limitado ao grupo de risco, idosos e pessoas com doenças pré-existentes que possuem maiores chances de apresentarem quadros mais graves da doença.

    Isolamento Horizontal: Nesse tipo de isolamento, não há limitações de grupos e todos devem ficar em casa. Isso restringe a circulação e aglomeração de pessoas e reduz a disseminação do vírus.

  • Quarentena: Pessoas que tiveram contato com pacientes contaminados pelo vírus ou estiveram em regiões com surtos da doença, devem se manter em quarentena. A duração da quarentena é determinada de acordo com o período de incubação (tempo em que a doença se manifesta), e pode variar de 1 a 14 dias. O objetivo é observar ao longo dos dias, se a pessoa apresenta algum sintoma e assim controlar a propagação do novo Coronavírus.

  • Lockdown: É uma medida imposta pelo Estado. Caso o isolamento social e a quarentena não sejam suficientes ou respeitados, o Estado intervém para limitar a circulação da população, o que inclui o fechamento de vias (proibindo deslocamentos não essenciais) e locais públicos e privados.

O que muda com o lockdown?

Quando as medidas prévias de isolamento social e quarentena não são suficientes para reduzir os casos da doença, algumas cidades começam a implementar o  lockdown. Dessa forma, buscam achatar a curva de infectados e óbitos, e reduzir o fluxo de pacientes aos hospitais e evitar que o sistema de saúde entre em colapso.

Na prática, o confinamento limita a circulação de pessoas para atividades não essenciais, podendo gerar multas para quem não cumprir a ordem, e toque de recolher em horários pré-estabelecidos.

Lockdown no Brasil

Com o aumento diário do número de infectados e mortos por COVID-19, alguns Estados como Maranhão, Pará, Rio de Janeiro e Ceará já adotaram a nova medida de prevenção e isso pode se estender para os demais Estados em breve.

Regiões que já adotaram o lockdown no Brasil

O primeiro Estado a adotar o sistema de lockdown foi o Maranhão.

Foram suspensos todos os serviços não essenciais e entrada e saída de veículos particulares na capital São Luís e nos municípios de Paço Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. O descumprimento da regra poderia acarretar multas e o uso de máscaras de proteção, em locais essenciais, é imprescindível.

No Ceará, terceiro Estado com mais casos de Coronavírus no Brasil, a capital Fortaleza também entrou em restrição de circulação no dia 08 de maio. A medida tem o tempo inicial de 20 dias, podendo se estender.

Por ser uma doença nova e de disseminação rápida, mais cidades podem adotar o sistema nos próximos dias fique atento aos canais de informação.

Confira Estados e cidades que já adotaram alguma forma de isolamento:

Lockdown em São Paulo

Até o momento, não foi decretado ordem de lockdown para o Estado de São Paulo, no entanto isso pode mudar  caso o número de infectados pelo novo vírus não diminua.

A prefeitura de São Paulo está testando algumas alternativas para limitar a circulação.

A primeira tentativa ocorreu entre os dias 11 e 17 de maio, com um novo modelo de rodízio, em que carros com placa final par poderiam circular apenas nos dias pares e carros com placa final ímpar apenas nos dias ímpares. De acordo com Bruno Covas, prefeito da capital, o “super-rodízio” não resultou nos efeitos desejados para aumentar os índices de isolamento social por conta da pandemia de COVID-19, por este motivo foi cancelado e o sistema tradicional de rodízio reativado.

A segunda tentativa de ampliar o isolamento teve início em 20/05, com a antecipação de feriados municipais e estaduais.

Na cidade de São Paulo, os feriados de Corpus Christi (que seria celebrado no dia 11 de junho) e da Consciência Negra (20 de novembro) foram antecipados para os dias 20 e 21 de maio, respectivamente. A sexta-feira, 22 de maio, foi considerada ponto facultativo.

E a Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou em sessão virtual extraordinária o projeto de lei proposto pelo Governo para antecipação do feriado de 9 de julho (Revolução Constitucionalista) em todo estado para a segunda-feira (25/05).

A antecipação dos feriados foi mais uma tentativa de aumentar o isolamento social antes de decretar medidas mais restritivas como o fechamento total, o chamado “lockdown.

Lockdown no Rio de Janeiro

O município de Niterói foi a primeiro a adotar lockdown, em 11 de maio, devido ao agravamento da pandemia do novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro. Após dez dias, o processo de flexibilização das regras de isolamento social teve início. Segundo a prefeitura, a saída do lockdown segue um plano desenvolvido por técnicos municipais, representantes dos empresários e especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No dia 8 deste mês, o governador do Rio de Janeiro encaminhou um ofício ao Ministério Público (MPRJ) em que previa restrições rígidas, como o fechamento de estradas e permissão para que as pessoas saíssem de casa – de máscara – apenas para fazer compras. A Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) votou contrário ao projeto de lei que autorizava o governo do Estado a decretar medidas mais rígidas, conhecidas como lockdown, como estratégia para impedir a disseminação do novo coronavírus no estado.

O governador concedeu aos municípios que cada um estabeleça suas próprias regras de isolamento.

Lockdown no Ceará

Além de manter as restrições que já estavam em vigor no Estado, o uso de máscaras se tornou obrigatório desde o dia 06 de maio. Na capital, Fortaleza, foi decretado o lockdown em 08 de maio. Ruas e avenidas foram bloqueadas para diminuir a circulação da população e apenas um membro da família poderá ir ao mercado ou farmácia fazer compras.

Lockdown em Pernambuco

Com o objetivo de aumentar o isolamento social na Região Metropolitana do Recife, o Governo do Estado decretou quarentena em Recife e nos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata, ampliando as medidas de proteção, restringindo o trânsito de veículos, aumentando a fiscalização em estabelecimentos comerciais e reduzindo a circulação de pessoas nesses locais. As medidas são válidas no período de 16 a 31 de maio.

Lockdown no Piauí

O Estado do Piauí, adotou o lockdown parcial em todo o Estado, no período de 15 a  17 de maio. A medida proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas, abertura de supermercados, comércios e suspensão do transporte intermunicipal de ônibus.

Lockdown no Amapá

O Governo do Amapá anunciou o “lockdown” em todo estado com restrições severas de circulação e funcionamento somente de atividades essenciais. Na capital Macapá também foi anunciado pela prefeitura o rodízio de veículos, de acordo com a terminação da placa. As medidas tiveram início no dia 19 de maio e seguem por 10 dias.

Poderão estar nas ruas apenas os trabalhadores de serviços essenciais ou situações de emergência; estes também estão liberados do rodízio. Serão adotadas barreiras para conter a circulação de pessoas nas ruas sem necessidade.

Lockdown no Pará

lockdown no Pará teve início em 07 de maio e abrangeu a região metropolitana de Belém. A medida, válida até 24 de maio, determinou o fechamento de todos os serviços não essenciais.

Lockdown no Amazonas

Foi o primeiro Estado a registrar colapso no sistema de saúde por conta do Coronavírus. Quatro cidades – Tefé, Silves, Barreirinha e São Gabriel da Cachoeira –  adotaram a medida para bloquear a circulação de pessoas nas cidades. No Estado as regras são para que nenhum comércio não essencial abra até o dia 31 de maio. O descumprimento da ordem acarretará em multas severas.

Lockdown em Roraima

Em Roraima, apenas o município de Bonfim, no norte do estado, decretou  lockdown, no período de 11 a 20 de maio.

Lockdown no Paraná

No Paraná, apenas a cidade de Campina Grande do Sul, localizada na região metropolitana de Curitiba, decretou lockdown até o momento. São 15 dias de bloqueio, contados a partir do dia 13 de maio, em três bairros da área rural do município de pouco mais de 43 mil habitantes.

Lockdown no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul implementou outro modelo de distanciamento social. Nele, o estado foi dividido em 20 regiões que passam a ser classificadas por quatro bandeiras diferentes: amarela, laranja, vermelha e preta. A classificação leva em conta a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada região. Apenas a região de Lajeado tem bandeira vermelha, que proíbe comércio de rua e shoppings.

Lockdown no Mato Grosso do Sul

Na região Centro-Oeste, apenas a cidade de Guia Lopes da Laguna, adotou medidas mais restritivas. Localizada a 234 km da capital Campo Grande, o decreto de lockdown está em vigor desde o dia 7 de maio e vai até o dia 23. O município tem a maior incidência da doença no estado – 900 casos a cada 100 mil habitantes.

Fonte: brasildefato