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‘Galvan é o responsável por toda essa complicação’, diz Botelho sobre problema no Fethab para o agro


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Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (União), disse que o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan, é o principal responsável pelas complicações para o avanço do Projeto de Lei 138/2024, que trata do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para abarcar contribuição para entidades do agronegócio. Botelho disse que Galvan “foi o homem da confusão”.

Um pedido de vista adiou mais uma vez a votação do PL na sessão do dia 10, que está em sua última fase de análise na Assembleia Legislativa. “Estamos discutindo, ainda não conseguimos fechar essa discussão, pensa num negócio complicado? Você fecha de um lado, aparece problema do outro”, disse Botelho em entrevista.

O objetivo é corrigir inconstitucionalidades julgadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após duas ações movidas pelo deputado Valdir Barranco (PT), na destinação de recursos oriundos de contribuições para entidades do agronegócio.

“O fundo é importante manter, porque eles fazem pesquisa. Agora a Ampa acha que isso não precisa mais, eles querem que acabe. Então nós estamos defendendo que não, que não acabe porque senão fica aí um grupo poderoso, quando quis criar, criou, agora quer acabar, acaba. Não, senhor, nós temos que manter, então nós estamos defendendo a continuidade”, afirmou o presidente da AL.

Porém, Botelho defende que as entidades do agro beneficiadas com os recursos do Fethab sejam definidas por meio de decreto do Governo, ao invés de estarem no projeto de lei em discussão na Assembleia. Segundo ele, o que complicou o avanço desta matéria foram os atos do ex-presidente da Aprosoja.

“Teve um presidente da Aprosoja que fez lambança lá e isso está criando uma complicação agora para todo mundo. Esse senhor que passou na presidência da Aprosoja, e é bom que todos saibam, ele que criou a complicação, ele usou o dinheiro da Aprosoja para desvio de finalidade”.

Em 2021 a Polícia Federal chegou a realizar busca e apreensão na sede da Aprosoja e Antônio Galvan também foi alvo da operação. O motivo foi a suspeita de que recursos do Fethab e do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) estavam sendo utilizados para financiar as manifestações políticas. Galvan foi um ferrenho defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso e foi acusado de financiar os movimentos a favor dele.

“O ex-presidente, o Galvan, ele é o responsável por toda essa complicação. Senhor Galvan que usou a Aprosoja politicamente, usou para atos antidemocráticos, ele foi o homem da confusão e agora nós estamos lutando para arrumar essa confusão que esse cidadão criou”, lamentou Botelho.

 

Vinicius Mendes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

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