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Mato Grosso

Falta de logística é o principal problema enfrentado pelos pecuaristas da região noroeste de MT


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Com participação de 18,44% na produção pecuária do Estado, os municípios da região noroeste de Mato Grosso sofrem com a falta de logística. As vias não pavimentadas que cortam a região ficam intransitáveis no período chuvoso e, prejudica os trabalhos dos pecuaristas da região.

Esse problema é vivenciado por todos municípios dessa localidade, região em que ocorre a terceira Rota da Acrimat em Ação. Dessa vez, oito municípios do noroeste do Estado são visitados pelos técnicos da Acrimat, que leva conhecimento aos produtores rurais.

O evento itinerante teve início na segunda-feira (22), em Castanheira (a 850 km de Cuiabá) e nesta terça-feira (23), ocorreu em Aripuanã.

Localizado a 704km da capital e com 21,9 mil habitantes, Aripuanã possui 471,2 mil cabeças de gado. Segundo o presidente do Sindicato Rural da cidade, Djalma Miranda de Melo, os pecuaristas não enfrentam problemas para produzir, contudo a falta de pavimentação asfáltica, prejudica a conclusão dos trabalhos do campo.

Djalma relata que o problema logístico causa prejuízos incalculáveis para a cadeia. “A perca é muito grande, não temos logística nenhuma aqui. Nós temos 200km de estrada de chão que fica uma boa parte do tempo intransitável. É impossível você carregar carga viva. Não conseguimos andar 200km de terra com bois encima de um caminhão, que as vezes pode ficar 3 dias parados em atoleiros ou em barraco liso”, explica.

Para ele a falta da logística é o único problema a ser vencido. “O nosso problema principal é a logística. A nossas estradas são precárias, principalmente na época chuvosa, um período de quatro ou cinco meses”, relata.

Melo ainda conta que grande parte da produção pecuária do município é escoada pela BR-174, que de Castanheira a Tutilândia – distrito de Aripuanã, somam cerca de 200 km. Além dessa distância, segundo ele, há 46km da MT-208, que liga Tutilândia a Castanheira, na mesma situação de difícil trafegabilidade.

Envolto nessa situação, o Gerente de Relações Institucionais da Acrimat, Nilton Mesquita, relata que os pecuaristas das cidades da região noroeste do Estado, se depararam com a necessidade de inovar. Pois, vendem os bezerros em época de seca, já que a estrada está melhor para sair.

“O animal é menor. Se tiver algum problema, vai afetar o rendimento da carcaça. Por isso, eles vendem esse bezerro para fora. Primeiro porque não tem frigoríficos e porque é mais fácil tirar o bezerro do que o animal terminado”.

Ele ainda explicou que os animais são vendidos para o Estado inteiro e para os outros estados do Brasil. Explica que “são situações diferenciadas, a região se adaptou e está trabalhando isso”, finaliza.

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