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Direto de Brasília

Confúcio Moura cobra do Ministério da Saúde o retorno imediato da vacinação de grávidas


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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) utilizou a Tribuna virtual do Senado na quarta-feira (26) para falar sobre a contaminação das gestantes e lactantes pelo coronavírus e citou o debate da Comissão da Covid-19, da última sexta-feira (21), com um grupo de ginecologistas, obstetras, especialista em Medicina Fetal e de outras áreas, a respeito da suspensão da vacinação para as grávidas no Brasil, recomendada pela Anvisa.

O parlamentar disse que estudos mostram neste período de pandemia o número alarmante de morte materna em razão do coronavírus. “Morreram, no Brasil, 1.088 mulheres por Covid; nos Estados Unidos, 101, e estão sendo vacinadas; no Reino Unido, houve algum caso, e a proporção de trombose em mulheres é de 0,004% para cada milhão de vacinadas – é uma quantidade muito pequena – com AstraZeneca”, lembrou.

Por precaução, o parlamentar sugeriu que esse grupo de mulheres seja vacinado por outro imunizante, e citou a Pfizer. O correto, segundo o senador, seria reservar um estoque para atender as grávidas. “Agora, também é recomendado, nesta fase de pandemia, a mulher evitar a gravidez. E está se formando aí um exército de órfãos da Covid-19, meninos que nascem, às vezes, com baixo peso; meninos que não sabemos as consequências que eles terão no futuro”, lamentou.

Representando a Comissão da Covid, Confúcio Moura disse que encaminhou expediente ao Ministério da Saúde cobrando a volta imediata da vacinação das grávidas. “É um pedido, um clamor dos pediatras, de ginecologistas e obstetras brasileiros, estudiosos do assunto, pesquisadores, que querem realmente vacina, porque a mortalidade é considerável”, explicou.

Confúcio Moura destacou que a vacina é o clamor das mulheres, com toda a razão, e dos obstetras, dos especialistas em Medicina Fetal. “As grávidas estão passando, alguns anos, com medo de engravidar muito grande, e isso tem diminuído, eu creio, os índices de natalidade, pelo pavor de ter um filho deficiente, ou uma gravidez de risco, ou a morte da mãe”, finalizou.

 

Assessoria de Comunicação