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Concurso INSS: ‘estamos otimistas por autorização’, diz presidente


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O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Leonardo Rolim, está otimista para autorização do novo concurso INSS. Está em análise no Ministério da Economia pedido para um novo edital com 10 mil vagas em cargos dos níveis médio e superior.

Em entrevista à CBN, no dia 1º de junho, Rolim destacou a urgência para realização do concurso público para efetivos.

“Vamos precisar sim fazer o concurso para substituir temporários e servidores que estão se aposentando. Estamos bem otimistas que teremos a autorização.”

A Assessoria de Imprensa do INSS confirmou que foram solicitadas 10 mil vagas. Porém, o quantitativo poderá ser revisado pela Presidência para ter mais possibilidades de aval pela Economia.

De acordo com Leonardo Rolim, no curto prazo, a necessidade maior é em relação aos 3 mil temporários que terminarão seus contratos no final de 2021 e aos aposentados dos últimos anos. Há ainda a perspectiva de saídas futuras.

“É um número que, a cada ano, vai tendo uma nova demanda por conta das aposentadorias. O INSS tem um percentual razoável de servidores que já está em abono de permanência, ou seja, que já está em condições de se aposentar. Isso faz com que haja uma preocupação de termos concursos. De inclusive ter uma reserva para eventuais contratações futuras”, expôs Rolim.

Por esses motivos, o instituto precisa de um número maior que 3 mil vagas para reposição dos temporários. “Para longo prazo o volume é bem maior”, apontou o presidente do INSS.

À espera de concurso, INSS tem 22 mil cargos vagos

O atual déficit de pessoal do instituto é de 22 mil servidores. Ao todo, faltam 20.309 técnicos (de nível médio) e 2.372 analistas (de nível superior). As remunerações iniciais são de R$5.186,79 e R$7.659,87, respectivamente.

O INSS, no entanto, busca adequar os pedidos de concurso com números de vagas que poderão ser aceitos pelo Ministério da Economia e pelo Governo Federal.

O último pedido para autorização do concurso INSS, enviado em 2018, também demandava 10 mil vagas. Desse número, mais de 2 mil eram referentes à chamada de aprovados em cadastro de reserva do concurso anterior (que ainda estava vigente na época) e 7.888 vagas em um novo edital.

A solicitação incluía 3.984 vagas de técnico, 1.692 vagas de analista e ainda 2.212 vagas de médico perito (nível superior).

Essa última carreira, no entanto, não faz mais parte do quadro de pessoal do INSS desde 2019. Tal pedido não foi aceito pelo Ministério da Economia, na ocasião.

Ao mesmo tempo em que não recebe aval do Governo Federal para abrir concursos, o INSS é responsável por atender milhões de segurados da Previdência Social. Porém, não há servidores suficientes para atender ao expressivo número de processos.

Conforme reportagem do UOL, em março do ano passado, 1,282 milhão de pedidos de benefícios dependiam da análise do INSS. Em novembro, a fila havia caído para 1,251 milhão, somente. Os dados são do boletim estatístico da Previdência Social.

A solução encontrada pelo Governo foi investir na transformação digital e na contratação de temporários (aposentados e militares da reserva). Para reduzir a fila e garantir o melhor atendimento à população, especialistas afirmam que o recomendado é a abertura de concurso para o INSS.

Inicie seus estudos para o próximo concurso INSS

Um indício para que a autorização do concurso seja concedida é que, em 2022, serão encerrados os contratos dos servidores aposentados e militares inativos temporários, selecionados no ano passado para zerar a ‘fila’ da Previdência.

Com a possibilidade de um novo concurso INSS, os interessados devem começar a preparação. A orientação é não esperar o edital para iniciar os estudos.

Último concurso INSS ocorreu há mais de cinco anos

Em 2015, foi realizado o último concurso para técnicos e analistas do INSS. Foram abertas 950 vagas, mas o número foi considerado inexpressivo diante do déficit já existente naquela época. Para perito, a seleção anterior ocorreu em 2011, com 375 vagas.

Os candidatos a técnico foram submetidos a prova objetiva com 120 questões sobre Ética no Serviço Público, Regime Jurídico Único, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Noções de Informática e Conhecimentos Específicos.

Enquanto para analistas foram cobradas as disciplinas de Português, Raciocínio Lógico, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Legislação Previdenciária, Legislação da Assistência Social, Saúde do Trabalhador e da Pessoa com Deficiência.

Para peritos, a seleção foi composta por provas objetiva e de títulos. Na primeira, os participantes responderam a 30 questões sobre Conhecimentos Básicos (Português, Ética no Serviço Público, Noções de Direito Constitucional e Noções de Direito Administrativo) e 50 de Conhecimentos Específicos.

Folha Dirigida