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Botelho acusa Eraí Maggi de ser contra ferrovia para manter monopólio da produção em MT e cobra taxação dos ‘barões do agro’


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O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), acusou o senador Eraí Maggi, de ser contrário ao avanço de trilhos de ferrovias para Mato Grosso, para manter o monopólio da produção de grãos no estado. Eraí, que é primo do ex-governador Blairo Maggi, chegou a dizer ao ministro de Infraestrutura Tarcísio de Freitas, em evento no Palácio Paiaguás no sábado (17), que não precisa de ferrovia, pois “tem mais de mil carretas para transportar grãos”.

“Ele [Erái] quer que Mato Grosso continue sendo esses lugar que ele trabalha , ganha dinheiro e que todo mundo fique submisso a ele. Que faça tudo que ele quer, porque ele é o maior produtor de soja, de algodão, de milho e de energia. Isso que ele quer, tomar conta de tudo pra que a gente diga: graças a Deus que o tem os Maggi aí pra dar uma sobrinha pra nos”, criticou durante entrevista na manhã desta terça-feira (20) à rádio Capital FM

Irritado, o deputado disse ainda que além do monopólio da produção agrícola de Mato Grosso, os grandes produtores do agro como a família Maggi, recebem isenção de vários impostos, sendo taxados da mesma forma que os pequenos produtores, o que gera uma concorrência desleal.

“Esses barões não pagam impostos e eles querem que continue assim, é uma ambição descomunal. O Estado tem que agir. Deve haver uma taxação para quem tem esses excessos. Em nenhum outro país no mundo existe uma só pessoa possa plantar 500 mil metros quadrados de soja. A Holanda, por exemplo, tem cerca de 800 mil hectares e ele tá plantando 580, 600 mil hectares de soja, de algodão. Não somos contra, mas tem que haver uma taxação diferenteEssa concorrência é desleal e esse mega produtor se torna um predador, comprando, ganhando e imprensando os pequenos”.

 

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