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Justiça

Audiência decide se acusados da Chacina do Guamá vão a júri popular

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A Justiça do Pará realiza na manhã desta segunda-feira (16) no bairro Cidade Velha, em Belém, a segunda audiência do caso da Chacina do Guamá. No último dia 27 de novembro não foram ouvidas algumas testemunhas de defesa, entre elas dois delegados. O juiz determinou que essas testemunhas se apresentassem ou fossem dispensadas. Nesta segunda, serão interrogados os acusados.

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Também está previsto as últimas alegações da defesa e da acusação, além da decisão do juiz se os acusados devem ou não ser submetidos a júri popular.

Na última audiência foram ouvidos o depoimento de uma testemunha de acusação, que é filha de uma das vítimas; e os quatro réus, todos policiais militares que estão sendo acusados na esfera administrativa por dois crimes. Os policiais são acusados de peculato, por usarem armas e munições da PM, e de organização para prática do crime.

Foram denunciados:

•Jailson Costa Serra – dono da padaria onde a ação foi combinada;
•Jonatan Albuquerque Marinho, conhecido como ‘Diel’ – acusado de planejar e elaborar a logística;
•Pedro Josimar Nogueira da Silva, conhecido como ‘cabo Nogueira’ – executor;
•José Maria da Silva Noronha, o ‘cabo Noronha – executor;
•Leonardo Fernandes de Lima, ‘cabo Leo’ – executor;
•Ian Novic Correa Rodrigues, o ‘Japa’ – acusado de dar cobertura à ação;
•Wellington Almeida Oliveiras, o ‘cabo Wellington’ – acusado de chegar antes ao bar para identificar e localizar as vítimas;
•Edivaldo dos Santos Santana – motorista que levou e deu fuga aos executores.

A chacina

O crime conhecido como ‘Chacina do Guamá’ ocorreu na tarde do dia 19 de maio de 2019, dentro de um bar, na passagem Jambu, no bairro do Guamá, em Belém. A chacina deixou 11 mortos, a maioria baleadas na cabeça, sendo seis vítimas do sexo feminino e cinco homens, e uma pessoa ficou ferida.

De acordo com a polícia, uma festa ocorria no bar quando sete homens encapuzados chegaram em uma moto e três carros e dispararam contra as vítimas. Além dos militares, quatro civis foram denunciados como participes do crime.

Segundo a promotoria responsável pelo crime, a hipótese é que o crime teria relação com tráfico de drogas. Sete das 11 vítimas estavam sob efeito de cocaína no momento do crime. O crime é considerado a maior chacina em um único lugar registrada em Belém.

FONTE:G1

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