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Mato Grosso

vídeo: Empresário preso com R$ 4 mi alega que tem joalherias e negócios em SP


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empresário preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na noite de segunda (8), com mais de R$ 4 milhões em espécie,  é dono de joalherias em São Paulo. Robson Barradas, 43 anos, “caiu” na  fiscalização de rotina no km 635 da BR-070, em Poconé (a 104 km de Cuiabá). O valor encontrado com ele surpreendeu e a matéria foi uma das mais lidas. Para explicar de onde vem todo esse dinheiro, ele falou com exclusividade ao sobre o ocorrido e como foi a ação.

Robson afirma, ao lado do advogado dele, Robson Ferreira de Carvalho, que o dinheiro é licito e documentos comprovando a origem dos valores estão sendo anexados ao processo. 

Estávamos na minha Triton, que está em meu nome inclusive, vindo de São Paulo. Mato Grosso era somente passagem

Após ser ouvido, ele foi liberado pela Polícia Federal e aguarda somente a liberação do dinheiro para ir embora, com os amigos, que estão com ele, identificados apenas pelas iniciais Z.M.O.A, 55, e A.G.L, 40. Todos foram algemados e um dos amigos foi classificado pelos policiais como o “líder” do grupo.

Em sua narrativa o empresário conta que vinha pela BR-070 com os amigos, quando os agentes da PRF deram ordem da parada. “Nós paramos como mandaram. Estávamos na minha Triton, que está em meu nome inclusive, vindo de São Paulo. Mato Grosso era somente passagem”, fala.

Ele detalha que ao descerem do veículo os policiais perguntaram se eles tinham algo no carro e ele contou que tinha dinheiro na caminhonete. “Eles olharam e constataram o valor. Na sequência já algemaram a gente. Mesmo eu falando que o dinheiro era meu. Que era para compra de imóvel, era lícito, bonito, não importou. Só queriam saber onde estavam as drogas e armas que eles supunham que tínhamos”, conta.  

Quanto aos amigos, afirma que “só estavam ajudando no transporte de SP até Boa Vista. “Lá eu compraria imóveis. Eles não sabiam do dinheiro. Eu coloquei os valores dentro do carro, porque de repente eu paro em um hotel – não que isso aconteça – mas pode ocorrer de alguém mexer. Por isso coloquei atrás do banco e na traseira, pois eram os únicos lugares que cabiam esse volume”, justifica.

Ele me deu dois tapas, mesmo eu falando que não tinha nada e que não tinha passagem, ele me bateu. Tenho hematomas e fizemos exames de corpo delito

Após a abordagem, o trio algemado foi colocado dentro de uma cela. Os dois companheiros dele foram colocados primeiro e o empresário ficou fora com um dos agentes, algemado, deitado com a cabeça virada para o chão.

 “Com as mãos para trás, o policial Rodoviário Jacinto, com muita truculência ficou me questionando ainda onde estavam às armas que não queria ter trabalho de ficar cortando o carro e que se eu não falasse ia fazer isso. E eu disse que podia fazer, cortar e abrir tudo que não tinha nada. Nisso ele me deu dois tapas, mesmo eu falando que não tinha nada e que não tinha passagem, ele me bateu. Tenho hematomas e fizemos exames de corpo delito”, denuncia.

Eles passaram a noite na cela na PRF, das 22h até às 5h de terça, quando foram levados para a sede da Policia Federal em Cuiabá. “Fomos muito bem tratados, como deve ser. Até porque quem fez todo o trabalho é a PF. São muito bem preparados”, frisa.

Dinheiro guardado

O empresário afirma que é uma escolha dele guardar o dinheiro desta forma por segurança. Ele que já foi vítima duas vezes de tentativa de sequestro pondera que é apenas uma opção dele andar com valores em espécie.

 “O dinheiro é fruto do meu trabalho e de duas cédulas de empréstimos de banco, de imóveis que coloquei para vender e ainda não consegui. Coloquei no prego. Já juntei todos os documentos do que estava na minha conta para comprovar que o dinheiro é meu e limpo”, afirmou.

A defesa do empresário que atua em São Paulo diz que a PF agora investiga se o caso é de crime de lavagem de dinheiro. Porém reforça que “toda a origem do dinheiro é lícita e a prisão foi feita com base em argumentos que não irão se sustentar ao longo do processo”.  O caso agora segue em segredo de justiça.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a assessoria da PRF e espera um posicionamento.

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