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UFMT: Especialistas discutem estudos e iniciativas para problemas climáticos e desastres naturais


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Evento realizado na UFMT abordou recursos hídricos; deslizamentos de terra em Chapada dos Guimarães; e reuniu pesquisadores de renome, defesa civil e órgãos estaduais

O ano de 2023 foi marcado por mudanças climáticas, que envolveram eventos extremos, como as repetidas ondas de calor, além de desastres naturais, como as recentes quedas de rochas em Chapada dos Guimarães. As temáticas provocam discussões em busca das melhores soluções, como as que aconteceram na última semana, durante o ‘12º GEOPolíticas: Recursos Hídricos e Planejamento Territorial’, evento que reuniu importantes especialistas, entes federativos e instituições privadas, para abordar a construção do desenvolvimento sustentável do país, em busca do enfrentamento da situação climática.

Estavam presentes nomes renomados de diferentes áreas de conhecimento, como a da geologia, hidrologia e a defesa civil. Hekssandro Vassoler é coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil no Espírito Santo e ministrou a palestra ‘Desastres naturais e extremos climáticos’. Neste ponto é importante lembrar de Chapada dos Guimarães. A região do Portão do Inferno, na MT-251, a 65 km de Cuiabá, registrou dois deslizamentos de terra em menos de 24 horas na última semana.

Hekssandro ressalta a necessidade de identificação e investimento em áreas de risco, por meio de obras de contenção, como as que são feitas em seu estado de origem. “Mostrei um pouco das ações desenvolvidas pela defesa civil do Espírito Santo na tentativa de prevenir e mitigar as ocorrências de desastres. Também mostrei quais ações são realizadas para que o estado esteja melhor preparado para responder ao desastre quando ele ocorre”, comenta. O profissional acredita que possa existir governança entre as instituições do estado, de forma a produzir um trabalho mais coordenado.

O presidente da Febrageo e Professor na UFMT, Caiubi Kuhn, também abordou o assunto, falando sobre os danos e os custos gerados por um desastre natural. Segundo ele, é uma oportunidade de integrar a sociedade na discussão. “Foi uma forma de ter um diálogo com a sociedade, juntamente com pesquisadores, para discutir temas que são cada vez mais importantes de serem debatidos, como as mudanças climáticas e a gestão dos recursos hídricos, que impactam diretamente na nossa qualidade de vida de toda a população”, pontua.

Já o professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cleberson Ribeiro de Jesuz, que abordou a dinamicidade das nascentes, explica que abordar diversas temáticas sobre recursos hídricos e planejamento territorial é fundamental, não só pelo agravamento das situações climáticas globais, “mas principalmente pelo aceleramento da desigualdade socioeconômica do Brasil, não permitindo acesso a universal a água de qualidade a dessedentação humana”, comenta. Cleberson destaca ainda que o debate culmina nos diversos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em que o Brasil é signatário e deveria implementar nos últimos anos.

O evento é uma realização da Associação de Geólogos de Cuiabá (GEOCLUBE), da Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (AGEMAT) em parceria com a Federação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO), a Faculdade de Geociências e com o Curso de Engenharia de Minas. E conta com patrocínio master do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MT) e do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA).

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