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Trabalhadores dos Correios em MT se mobilizam contra privatização da estatal

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Os Correios, empresa presente em mais de 5.200 municípios e com mais de 100 mil trabalhadores, é indicada como a próxima estatal a ser privatizada no país. Com isso, os trabalhadores em todo o país estão se mobilizando e colhendo assinaturas contra a privatização. De acordo com a instituição, nos últimos anos os Correios repassaram mais de R$ 7 bilhões  ao Tesouro Nacional, mesmo assim em julho, o governo anunciou o fechamento de 161 agências em todo o país, sendo duas na capital mato-grossense.
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Mato Grosso, Edmar dos Santos Leite, destaca que o presidente do país mente quando diz que para a população que os Correios não é rentável. A empresa trabalha no sistema de subsídio cruzado, o lucro aferido nestes municípios compensa o prejuízo financeiro das agências deficitárias (em 2018 a empresa anunciou lucro de R$ 161 milhões. “Se não fosse quem iria querer comprar?”, questiona ele.
 
Em Mato Grosso, ele relata, o serviço vem sendo precarizado com o fechamento de agências e demissões de trabalhadores. A privatização também atingiria a economia, principalmente para pequenas e micro empresas que usam a logística dos Correios para seus negócios.

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Em Cuiabá, as agências do bairro Porto e da Rodoviária podem ser fechadas. No ano passado já foram fechadas quatro agências em Mato Grosso: duas em Cuiabá (Aeroporto e na AV. Agrícola Paes de Barros), uma em Rondonópolis e uma em Barra do Garças.

Os trabalhadores argumentam que a manutenção dos Correios públicos podem garantir o acesso universal aos serviços postais, garantidos na Constituição. Com a privatização, a população poderá ficar sem serviço postal nas pequenas cidades.

Ainda de acordo com Edmar, os Atendentes Comerciais e os Operadores de Triagem e Transbordo (OTT’s) estão sendo forçados a aderir ao “Plano de Desligamento Voluntário” (PDV), ampliando a da escassez de funcionários para atender a demanda das cidades. “Já fomos 126 mil no país em 2013, hoje o número caiu para 105 mil. Em MT já fomos 1.700 trabalhadores, hoje somos pouco mais de 1.300, e caindo”, afirma.

“Não é segredo para ninguém que os Correios vêm sendo sucateados com o objetivo de se diminuir a qualidade do serviço, derrubar a alta credibilidade que a empresa gozava perante a população e, por fim, culminar na privatização da estatal”, enfatiza o presidente do sindicato.

Os trabalhadores estão mobilizados em todo o país e coletando assinaturas para um abaixo-assinado que será entregue no Congresso Nacional. Em Mato Grosso, além da coleta de assinaturas, o Sindicato da\categoria propôs para a Assembleia Legislativa uma audiência pública para discutir o que representa a privatização, quem ganha com essa transação e o que a população pode perder com a privatização.
 

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