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Agronegócios

Terça-feira começa com leves quedas para o milho em Chicago


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Após encerrar o último pregão em baixa, os preços internacionais do milho futuro abrem a terça-feira (02) mantendo a tendência de leves quedas na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam baixas entre 0,75 e 1,25 pontos por volta das 09h08 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,10, o setembro/19 valia US$ 4,14 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,21.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, o milho estava ligeiramente mais altos no comércio da madrugada, já que o plantio e a emergência das lavouras americanas ainda permanecem atrás de seus ritmos normais.

Segundo os últimos dados divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, o plantio de milho está finalmente concluído e 94% da safra surgiu até o início da semana. Cerca de 58% estavam em boa ou excelente condição no domingo, inalterados em relação à semana anterior, segundo o governo.

Na safra anterior, e na média dos últimos cinco anos, 100% da área já havia emergida neste momento. Além disso, em 2018 eram 76% das lavouras em boas ou excelentes condições.

“Embora a classificação nacional geral da safra tenha melhorado ligeiramente, nossa análise das condições de estado por estado diminuiu”, comenta Bryce Knorr analista da Farm Futures.

Confira como fechou o mercado na última segunda-feira:

Segunda-feira se encerra com milho desvalorizado em Chicago

A segunda-feira (01) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro perdendo força na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações encerram o dia com desvalorizações entre 7,75 e 9,25 pontos.

O vencimento julho foi cotado à US$ 4,12, o setembro/19 valeu US$ 4,14 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,22.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho sofreram mais uma rodada de perdas pesadas na segunda-feira após hectares maiores do que o esperado divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), além de melhorar as previsões do tempo na próxima semana.

“Os analistas agora, esperam que o USDA aumente suas classificações de safras de milho em seu novo relatório de progresso da próxima safra, passando para 57% em condições boas a excelentes”, diz Potter.

Ainda nesta segunda-feira, o USDA informou que as inspeções de exportação de milho caíram para 10,7 milhões de bushels na semana encerrada em 27 de junho, abaixo da contagem da semana anterior de 24,3 milhões de bushels.

Mercado Interno

Já no mercado físico brasileiro, a semana acaba com as cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, a única praça que apresentou valorização foi o Oeste da Bahia (0,81% e preço de R$ 31,25).

As desvalorizações foram percebidas em Cascavel/PR (1,67% e preço de R$ 29,50), Rio Verde/GO e Jataí/GO (1,79% e preço de R$ 27,50), Campinas/SP (2,49% e preço de 38,42), São Gabriel do Oeste/MS (3,70% e preço de R$ 26,00), Tangará da Serra/MT (4,17% e preço de 23,00), Pato Branco/PR (4,73% e preço de R$ 30,20), Ubiratã/PR e Londrina/PR (5% e preço de R$ 28,50) e Campo Novo do Parecis/MT (6,38% e preço de R$ 22,00).

A XP Investimentos destaca o mercado físico de milho em queda, acompanhando as baixas em Chicago.

“Lá fora, os preços registram desvalorizações intensas após o USDA revisar positivamente a área plantada, contrariando a expectativa de boa parte do mercado. O recuo da taxa de câmbio também reforça a pressão baixista, visto que os prêmios de porto não avançaram e, portanto, tradings pagam menos que pagavam antes do boletim”, apontam os analistas.