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Soja tem leves altas nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago e mantém tom de cautela


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O mercado da soja tem leves altas na manhã desta terça-feira (12) na Bolsa de Chicago. As cotações subiam 0,50 ponto, por volta de 8h05 (horário de Brasilia), com o maio valendo US$ 8,90 por bushel.

Os preços, ainda se comportando de forma bastante técnica, buscam reparar parte das baixas de mais de 4 pontos com as quais terminaram o pregão anterior.

Como explicam os analistas e consultores, o mercado ainda caminha de lado, sem forças para mudar o curso dos negócios frente à falta de notícias novas e confirmadas. A guerra comercial, afinal, segue no foco dos players, com compradores e vendedores à espera de uma resolução do conflito.

Além disso, os fundos investidores seguem bastante atuante do lado das vendas, já não se atendo tanto somente a fundamentos, mas mais focados em análises técnicas e gráficas.

Veja com fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja: Fundos seguem vendendo posições e Chicago fecha em queda nesta 2ª feira

Mercado já não acompanha fundamentos, focando se mais no contexto político do quadro atual, com foco ainda na guerra comercial que segue entre China e EUA. Preços cedem também no Brasil e comercialização exige estratégia cada vez mais detalhada e cautelosa.

Os preços da soja fecharam o pregão desta segunda-feira (11) em queda na Bolsa de Chicago. O mercado encerrou o dia com a oleaginosa perdendo pouco mais de 4 pontos entre os principais vencimentos e o contrato maio/19 abaixo dos US$ 9,00 por bushel. O agosto encerrou os negócios com US$ 9,10.

A notícia da compra de 926 mil toneladas de soja pela China nos EUA não causou qualquer reação positiva ao mercado neste início de semana, com os traders cada vez mais descolados dos fundamentos de formação dos preços.

Com as incertezas que ainda circulam em volta do acordo entre China e Estados Unidos, os fundos investidores seguem trabalhando de forma ainda agressiva do lado vendedor do mercado, mantendo as cotações ainda pressionadas na CBOT, como explicou o diretor da ARC Mercosul, Tarso Veloso, em entrevista ao Notícias Agrícolas, direto de Chicago.

São, como informa a consultoria, 50 mil contratos vendidos na soja neste momento, e suas posições não deverão ser severamente alteradas até que saia uma definição sobre a disputa comercial.

Paralelamente, o mercado segue bastante atento às expectativas para a nova safra de grãos dos Estados Unidos, principalmente em relação à briga por área entre soja e milho, que neste ano está bastante ligada à questão política China x EUA, além, é claro, de toda a questão climática.

E a conclusão do inverno e o início da primavera nos EUA está no radar dos agricultores e dos participantes do mercado, uma vez que as condições iniciais para o plantio do milho – depois de muita neve chegando aos EUA em março – para as definições seguintes para a soja.

Mercado no Brasil

No Brasil, as cotações da soja fecharam o dia em campo negativo, com baixas consideráveis principalmente no interior do país. Somente em Sorriso, no Mato Grosso, a saca perdeu 4,69% para terminar a segunda-feira cotada a R$ 61,00.

Nos portos, os preços fecharam com perdas de pouco mais de 0,6% e ficaram com R$ 76,50 no spot em Paranaguá e R$ 76,00 em Rio Grande, enquanto a referência para o mês seguinte foi a R$ 77,50 e R$ 76,50, respectivamente.

As cotações reagiram não só às baixas em Chicago, mas a um recuo também do dólar neste início de semana. A moeda americana perdeu 0,73% para terminar o dia com R$ 3,84.

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