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Pró-Saúde: A missão de levar mais de 900 médicos para a Amazônia

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Em 2018, foram 2,6 milhões de atendimentos em saúde em três estados na área de abrangência da floresta

Presente nas cinco regiões do Brasil e acostumada a gerenciar hospitais de grande porte nas capitais, a Pró-Saúde, há mais de duas décadas, realiza a gestão de unidades de saúde na região Amazônica. Com 52 anos de existência, é responsável pelo gerenciamento de 12 hospitais só na região da floresta. A entidade filantrópica está presente nos estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre. Ao todo, concentra 916 médicos, de diversas especialidades, em lugares remotos como Guajará-Mirim (RO), Cáceres (MT), Parauapebas (PA), Canaã dos Carajás (PA), Oriximiná (PA), Altamira (PA) entre outros.

As 12 unidades hospitalares realizaram, juntas, cerca de 2,6 milhões de atendimentos no ano passado, entre consultas, partos, internações, cirurgias, atendimentos ambulatoriais e de emergência, além de exames laboratoriais. Somente no primeiro semestre de 2019, já foram quase 1,5 milhão de atendimentos. Números que expressam a importância destes serviços para milhões de habitantes que possuem acesso limitado à rede de água e esgoto e enfrentam a escassez de recursos e investimentos.

Uma das principais preocupações da gestão da Pró-Saúde é com o respeito aos recursos naturais. A sustentabilidade é prática essencial na preservação da natureza e do meio ambiente. As unidades adotam práticas sustentáveis, entre elas o descarte correto do lixo, coleta seletiva, tratamento do esgoto gerado e incentivo à economia de energia, para minimizar os impactos ambientais causados por suas atividades.

Um dos desafios enfrentados pela entidade está no estímulo contínuo do interesse dos profissionais em atuar em áreas remotas. Para a resolução desta questão, a diretoria corporativa Médica atua no trabalho de captação e desenvolvimento de profissionais para atuação em todo o território, uma vez que a Pró-Saúde está presente em 23 cidades de 11 Estados brasileiros. “Mais uma estratégia de destaque é trabalhar em parceria com prestadores de serviços médicos de atuação nacional, o que potencializa a capilarização de profissionais em todo o país”, ressalta Miguel Paulo Duarte Neto, diretor Executivo-Geral da Pró-Saúde.

Outra dificuldade ocasionada pela localização remota das unidades na região amazônica é o abastecimento de produtos hospitalares. Porém, a questão vem sendo superada pela entidade com a implantação de uma central de compras localizada na sede da entidade, em São Paulo. O setor é responsável por realizar o abastecimento de toda a rede, proporcionando transparência aos processos, além da segurança de reposição dos insumos em todas as unidades, mesmo as mais remotas. “Um fator fundamental que contribui para a realização de uma gestão nessas áreas longínquas é o fato da entidade possuir uma equipe multidisciplinar de consultores — formada por médicos, enfermeiros, administradores, especialistas em hotelaria, custos, entre outros — que promovem auditorias e consultorias regulares nos hospitais, além do monitoramento periódico do desempenho assistencial, econômico e de processos da unidade”, complementa Miguel.

Atenta aos assuntos relevantes para a sociedade, as unidades gerenciadas desenvolvem um importante papel junto às comunidades em que estão inseridas, levando além de atendimento, informação e assistência. A Pró-Saúde é uma entidade com valores cristãos e tem como missão promover soluções na área da saúde, educação e assistencial, prezando pela excelência e integridade de seus princípios organizacionais e de governança corporativa. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.

Reconhecimento internacional

A excelência dos serviços gerenciados pela Pró-Saúde é reconhecida por meio de certificações conquistadas ao longo do tempo. Hoje, a entidade possui seis hospitais da região Amazônica com certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), a mais importante e respeitada entidade avaliadora da qualidade dos serviços de saúde do Brasil. Destes, dois já alcançaram o nível máximo, Acreditado com Excelência (ONA 3). São eles: os hospitais Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e Regional Público da Transamazônica, em Altamira, no Pará. Ambos figuram entre os dez melhores hospitais públicos do País, em ranking divulgado pela imprensa.

Outras duas unidades da região já receberam, neste mês, a indicação para acreditação ONA 3. O Hospital Público Estadual Galileu, uma unidade de retaguarda, que atende baixa e média complexidades e o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, primeira unidade pública e especializada em câncer infantojuvenil na região amazônica, que somou cerca de 274 mil atendimentos em 2018.

No âmbito privado, a Pró-Saúde também certificou o Hospital Yutaka Takeda, em Parauapebas, protagonizando um feito incomum: em sua primeira experiência de certificação, a unidade conquistou, diretamente, o segundo nível mais importante de qualidade, a ONA 2.

Há ainda outros certificados e prêmios de destaque, como o inédito Selo do Programa Nacional de Qualidade do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o selo internacional Green Kitchen, concedido anualmente pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Meio Ambiente (Fupam), o Prêmio Amigo do Meio Ambiente, o selo “Materiality Disclosures”, emitido pela Global Reporting Initiative (GRI), entidade sem fins-lucrativos sediada na Holanda, que estimula e reconhece, em escala mundial, a inclusão de práticas sustentáveis entre outros.

Vale citar ainda o selo Amigo da Criança, habilitação concedida pela Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) aos hospitais que realizam o cumprimento dos 10 passos para o sucesso da amamentação, instituído pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Participação na Assembleia Sinodal

No mês de outubro, será realizada a Assembleia Sinodal com o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. O Sínodo é uma instituição permanente da Igreja Católica e consiste em um encontro religioso na qual bispos, reunidos com o Papa, têm a oportunidade de trocarem informações e compartilhar experiências.  De acordo com o Papa Francisco, que convocou o Sínodo em 2017, “o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”. A Pró-Saúde, alinhada com essa preocupação e atenta à questão, apoia o tema e participará ativamente desta discussão.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

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