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Direto de Brasília

Polícia Legislativa encerra perícia em câmeras do prédio de Joice Hasselmann e envia inquérito para Ministério Público Federal


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A Câmara dos Deputados concluiu as investigações sobre o incidente no apartamento da deputada federal Joice Hasselmann (PLS-SP), nesta terça-feira (27), e encaminhou o inquérito para o Ministério Público Federal.

O Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) realizou perícia em 16 câmeras do prédio onde mora a parlamentar, em Brasília, e ouviu funcionários que trabalham no local.

O Depol enviou o inquérito para o Ministério Público Federal (MPF). As investigações foram recebidas pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira que, por sua vez, decidiu devolver o inquérito para a Polícia Legislativa. Ele afirmou que só vai se manifestar após o término de todos os laudos periciais, mas não detalhou quais faltam.

A deputada afirma que, na madrugada de 18 de julho, acordou com marcas de sangue no chão do apartamento onde mora, mas não se lembra do que ocorreu. Ela percebeu que estava com dois dentes quebrados e um corte no queixo. Um hospital de Brasília constatou que Joice também teve cinco fraturas no rosto e na costela (leia detalhes mais abaixo).

Nesta terça-feira, mais cedo, a Secretaria de Comunicação da Presidência da Câmara dos Deputados disse à TV Globo que o Depol não identificou a entrada de nenhuma pessoa estranha no prédio onde mora Joice, no período de 15 a 20 de julho. A nota também diz que a perícia concluiu que a parlamentar não saiu do imóvel durante nesse período.

Nota enviada pela Secom da Presidência da Câmara dos Deputados — Foto: Reprodução

Nota enviada pela Secom da Presidência da Câmara dos Deputados — Foto: Reprodução

Mais tarde, uma segunda nota divulgada pela assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados excluiu essas duas informações.

G1 questionou a assessoria sobre a diferença entre as duas notas e o órgão respondeu que não confirma as informações divulgadas à imprensa pela Secom da Presidência da Câmara mais cedo.

Nota da Assessoria de Comunicação da Câmara dos Deputados, excluindo as informações divulgadas pela Secom da Presidência da Câmara — Foto: Reprodução

Nota da Assessoria de Comunicação da Câmara dos Deputados, excluindo as informações divulgadas pela Secom da Presidência da Câmara — Foto: Reprodução

A Câmara também garante que há segurança nos apartamentos funcionais dos parlamentares.

“Os prédios possuem vigilância armada e porteiros, ambos 24 horas por dia, 7 dias por semana. Além disso, há câmeras de segurança e rondas ostensivas, com viatura caracterizada”, diz.

Segundo o departamento, outras informações sobre a investigação do caso da deputada Joice Hasselmann, no âmbito do Depol, são sigilosas, conforme artigo 20 do Código de Processo Penal.

Deputada Joice Hasselmann exibe lesões — Foto: Reprodução

Deputada Joice Hasselmann exibe lesões — Foto: Reprodução

Depoimento e perícia no IML

Na segunda-feira (26), Joice Hasselmann esteve na 2° Delegacia da Polícia Civil, na Asa Norte, em Brasília, para prestar depoimento sobre o incidente em seu apartamento funcional. Segundo a parlamentar, foi a terceira vez que ela depôs sobre o caso.

Ao sair da delegacia, a parlamentar disse que “formalizou” um boletim de ocorrência sobre o caso na Polícia Civil, e que entregou um “objeto” encontrado no sofá de casa, neste domingo (25). No entanto, não disse que objeto foi esse.

A parlamentar também foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer um exame de corpo delito, nove dias após o incidente. Ela passou ainda por exame toxicológico.

O caso

A deputada Joice Hasselmann afirma que, na madrugada de 18 de julho, acordou com marcas de sangue no chão do apartamento funcional onde mora, em Brasília, mas não se lembra do que ocorreu. Ela percebeu que estava com dois dentes quebrados e um corte no queixo.

A deputada conta que ligou para o marido, o médico Daniel França, que estava no apartamento e dormia em outro quarto, e ele a socorreu. Um hospital de Brasília constatou que Joice também teve cinco fraturas no rosto e na costela.

Em entrevista coletiva no domingo (25), o casal afirmou que, nos primeiros dias, acreditava se tratar de uma queda. Joice disse que só solicitou que a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) investigasse o caso cinco dias depois, por recomendação de um médico.

Inicialmente, as suspeitas de agressão só foram informadas à Polícia Legislativa pelo fato ocorrer em um imóvel funcional da Câmara dos Deputados. Joice afirma que pediu o compartilhamento da investigação com a Polícia Civil de São Paulo, que apura ocorrências de ameaças de morte contra ela.

Após a repercussão do caso, Joice Hasselmann e o marido responderam às repercussões de que seria um caso de violência doméstica. “Não tenho motivo para fazer isso. Jamais faria isso”, disse França na entrevista concedida ao lado da esposa.

A deputada afirmou que apresentou os nomes de dois suspeitos para a polícia – um deles, parlamentar. Ela diz ainda que, há três meses, quando ficou ausente por 10 dias do imóvel funcional, encontraram uma carteira de cigarro dentro do apartamento, mas não há fumantes na casa, segundo a parlamentar.

G1.globo.com

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