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O que é megalomania?


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A megalomania (grego: megalo = grande, mania = loucura) é um transtorno psicológico definido por delírios e fantasias de poder, relevância ou onipotência. A megalomania se caracteriza por exagerada autoestima das pessoas afetadas, com repercussões nas suas crenças e/ou poderes.

Antigamente, essa designação era tratada em conjunto com os transtornos de personalidade narcisista, porém passou a ser considerado como um transtorno não-clínico, a partir de 1968. Para Bertrand Russel, “o megalomaníaco difere do narcisista pelo fato de que pretende ser poderoso ao invés de charmoso, temido ao invés de amado”.

A este tipo de pessoas pertencem muitos indivíduos com problemas psicológicos, mas também grandes homens da História. As pessoas que sofrem de megalomania se sentem superiores aos outros, mentem sobre sua própria realidade e procuram manipular aqueles que se encontram ao seu redor.

Quais são as causas da megalomania?

Na psiquiatria, a megalomania é referida como um sintoma de um transtorno mental em uma síndrome maníaca da psicose maníaco-depressiva ou classificada como uma das manifestações da paranoia. Muitas vezes, essa condição se manifesta também na esquizofrenia, em várias neuroses e em psicoses afetivas. Além disso, tal distúrbio pode se manifestar como uma complicação de paralisia geral progressiva (estágio tardio da sífilis) ou lesão cerebral.

Existem vários fatores de risco para a megalomania. O primeiro deles é a predisposição hereditária. Em segundo lugar, o distúrbio ocorre mais frequentemente em pessoas que sofrem de dependência de álcool ou drogas, bem como indivíduos que têm sífilis cerebral. Devem ser considerados também a esquizofrenia, outras psicoses, neuroses, trauma moral da infância e trauma cerebral. Vale também a pena mencionar que há um risco de se superestimar a autoestima, geralmente elevada na megalomania.

Quais são as principais características da megalomania?

Os sintomas típicos da megalomania são:

  • Reavaliação do valor de uma pessoa, de suas habilidades mentais e físicas.
  • Narcisismo (autoadmiração).
  • Mudanças frequentes de humor.
  • Aumento da atividade e loquacidade.
  • Falta de interesse na opinião de outra pessoa.
  • Agressão contra outras pessoas.
  • Predisposição à insônia e concentração apenas em suas próprias ideias e pensamentos.

O megalomaníaco geralmente concentra todos os seus pensamentos em sua própria importância para a sociedade. Como consequência, todas as ações e conversas do megalomaníaco visam informar os outros sobre sua própria singularidade e “genialidade”. Esses pacientes estão realmente certos de que seus julgamentos são a única verdade e todas as outras pessoas devem concordar entusiasticamente com eles.

O megalomaníaco não apenas exalta seus próprios pensamentos e ideias, mas também exige que as outras pessoas também o façam. Em geral, ele sofre também de instabilidade emocional: uma atividade violenta pode ser bruscamente substituída pela passividade; um clima alegre pode inopinadamente se transformar em depressão, etc. Os megalomaníacos têm uma atitude nitidamente negativa em relação a qualquer crítica e na melhor das hipóteses simplesmente ignoram quaisquer comentários desairosos ou, na pior das hipóteses, respondem agressivamente.

A megalomania muitas vezes se manifesta não apenas como não aceitação da crítica, mas também como uma negação de todo ponto de vista das outras pessoas que sejam discordantes dos seus. Além disso, pessoas com um distúrbio semelhante tendem a cometer atos irracionais e até mesmo perigosos, não dando importância aos conselhos de outras pessoas.

Devido ao aumento da atividade e constante excitação nervosa, a megalomania quase sempre conduz à insônia ou sono superficial ou ansioso. Em casos graves, pode haver manifestações de depressão, surgimento de pensamentos sobre suicídio e até verdadeiras tentativas de tirar a própria vida. Além disso, os megalomaníacos podem sofrer de esgotamento, tanto mental quanto físico.

A megalomania é detectada com muito mais frequência em homens do que em mulheres e neles a desordem prossegue muito mais agressivamente que nelas. Nas mulheres, a doença se desenvolve de maneira mais suave e assume a forma de erotomania, isto é, a crença de ser um objeto do amor apaixonado e ardente de alguém importante.

Como o médico diagnostica a megalomania?

Para fazer um diagnóstico correto, o médico precisa estudar minuciosamente a história clínica do paciente para definir ou não a presença de outras doenças, analisar as queixas do paciente (se houver) e obter dados com parentes ou amigos do megalomaníaco. Os grupos de risco incluem homens com dependência de álcool ou drogas, pessoas que têm transtornos mentais em sua história médica e pessoas que previamente tenham sido diagnosticadas com sífilis.

Como o médico trata a megalomania?

Se há uma doença de base, a essência do tratamento deve ser curar a doença subjacente que eventualmente tenha levado ao surgimento da megalomania.

Via de regra, a própria megalomania é uma doença incurável. Toda a essência da terapia é reduzida a minimizar as manifestações da doença. Dependendo dos tipos de manifestações clínicas podem ser receitados neurolépticos, sais de lítio, tranquilizantes ou sedativos. Se necessário, o tratamento pode ser realizado em uma clínica especializada, com uma hospitalização preliminar do paciente. Quaisquer desses tratamentos devem ser acompanhados por uma psicoterapia específica.

No entanto, como regra geral, os próprios megalomaníacos não conseguem entender a complexidade de sua doença e não aceitam os tratamentos propostos. Neste caso, é necessária uma iniciativa de parentes para realizar um tratamento compulsório, se o caso mostrar gravidade.