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Novo tratamento para depressão em Cuiabá traz mais uma alternativa para pacientes com ideação suicida


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Tratamento tem efeito 2 a 3 vezes mais rápido que os antidepressivos via oral tradicionais

Cuiabá ganhou um novo tratamento para casos de depressão resistente a tratamento medicamentoso e depressão grave (com ideação suicida). Trata-se da infusão endovenosa de cetamina, uma técnica terapêutica que está em fase final de estudos para posterior registro em bula. A cetamina é um anestésico que quando utilizado, em baixas doses, e administrado lentamente, tem ação antidepressiva potente e rápida.

A infusão de cetamina reduz de modo significativo o tempo de duração da ideação suicida na depressão grave, já que os antidepressivos via oral demoram de 3 a 4 semanas para seu início de ação. Desta forma, é possível abreviar a melhora clínica dos pacientes que necessitam de vigilância constante dos familiares e de internação.

Outra alternativa para o uso de cetamina é na depressão resistente a tratamento medicamentoso. “Embora existam vários fármacos antidepressivos disponíveis no mercado, até 1/3 dos pacientes podem não responder, mesmo após a tentativa de dois ou mais antidepressivos. Nesse grupo, há um risco aumentado de ideação suicida e tentativa de suicídio”, afirmam os especialistas em psiquiatria Andréa Fetter e Carlos Periotto.

“Devido às dificuldades de internação psiquiátrica, tanto na rede particular como pública, para os casos de depressão grave, foi necessário montar um centro de atendimento com as duas novas especialidades para tratar os pacientes em todos os níveis da doença”, explica Andréa.

Mais tratamentos

A eletroconvulsoterapia (ECT) consiste na indução de estímulos elétricos em algumas regiões do cérebro com o objetivo de reorganizar as funções neuroquímicas e nos circuitos neuronais alterados determinados transtornos mentais. O aparelho de ECT na psiquiatria é como o cardioversor na cardiologia, salva vidas.

Os tratamentos são realizados ambulatorialmente, com consentimento informado e de forma humanizada, de acordo com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB).

Para a realização dos tratamentos é necessário o encaminhamento do médico psiquiatra do paciente, realização de exames laboratoriais, consulta prévia para informar sobre o procedimentos e orientações, avaliação cardiológica e outros exames, conforme necessidade individual.

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