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Mato Grosso e mais 7 estados saem mais rápido da crise em 2019, diz consultoria financeira

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Mato Grosso é o terceiro entre os oito Estados brasileiros que deverão se recuperar da crise mais rapidamente em 2019. O crescimento esperado é de 5,5% no Produto Interno Bruto (PIB). A forte presença do agronegócio será fator preponderante para que o Estado não fique aos efeitos do chamado “rescaldo da recessão”. A projeção é da Tendências – Consultoria Financeira que aponta que Estados, cujas economias são fortemente influenciadas pelo agronegócio e mineração, apresentarão melhor desempenho econômico no próximo ano.

Rodinei Crescêncio

EVOLU��O PIB

Fator preponderante nos Estados que conseguirão sair mais rapidamente da crise no próximo ano está a forte presença do agronegócio e da mineração

A perspectiva é que além de Mato Grosso, Pará (+11,3%), Roraima (+6,9%), Mato Grosso do Sul (+2,1%), Santa Catarina (+1,9%), Rondônia (+1,2%), Tocantins (+0,9%) e Amazonas (+0,4%) serão os únicos Estados a apresentar crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano. Por outro lado, apesar do crescimento, o nível da economia nas unidades da federação em destaque deverá alcançar o mesmo patamar de 2014.

A estimativa para Mato Grosso segue tendência otimista, também verificada em outras projeções, como a da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan-MT), cujas análises apontam que o Estado teria crescido 10,5% em 2016, 11,2% em 2017 e deve encerrar este ano com PIB 6,5% e em 2019 um aumento de 4,9%.

Em relação ao relatório da Tendências, Vivaldo ressalta que são realistas e deverão se concretizar, apesar de acreditar que outros cenários apresentados por outras consultorias como a Fundação Getulio Vargas (FGV) também podem ser viáveis como o aumento de 8,5% e de 10,5% no próximo ano.

Dentro da conjuntura econômica, o economista destaca que o fator preponderante nos Estados que conseguirão sair mais rapidamente da crise está a forte presença do agronegócio e da mineração. Enquanto que nos Estados mais industrializados a percepção de crescimento não será uma realidade, como é o caso do Rio de Janeiro, onde o PIB terá queda de 2,9%, São Paulo (-6,9%) e Minas Gerais (-3,3%). Apesar da perspectiva de queda, os analistas da Tendências apontam que o setor industrial deverá ter forte recuperação no próximo ano.

Vivaldo avalia que, diferente do agronegócio e do setor mineral, a indústria brasileira está pouco exposta à competição internacional, sendo que majoritariamente os produtos abastecem o mercado interno, que ainda não conseguiu recuperar o poder de compra ou aumentar significativamente a demanda por determinados produtos.

O especialista aponta que o Agro e a mineração, por estarem expostos à competição internacional competem com outros países, e com isso criam know-how de mercado diferenciado para enfrentar crises como a que o país passou desde o final de 2014.

Gilberto Leite/Rdnews

vivaldo lops 680

Economista Vivaldo Lopes diz que projeção é realista e deve se concretizar e há cenários como da FGV que dão alta de 8,5% e de 10,5% em 2019