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Líder da Assembleia de Deus grava vídeo para apoiar eleição de Galli e Bolsonaro

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O pastor Sebastião Rodrigues de Souza, presidente da Assembleia de Deus em Mato Grosso e vice-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, gravou vídeo em apoio à reeleição do deputado federal Victório Galli (PSL). Na gravação, o líder religioso ainda declara voto no presidenciável conservador e de direita Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

 No vídeo, o pastor Sebastião não declara apoio ao deputado estadual Sebastião Resende (PSC) que busca o quinto mandato consecutivo na Assembleia. Ocorre que o parlamentar acabou se desgastando junto aos fiéis da Assembleia de Deus.

Um dos motivos do desgaste é o fato de Sebastião ter sido citado tanto pelo ex-governador Silval Barbosa quanto pelo ex-presidente da Assembleia José Riva como um dos deputados estaduais beneficiados por esquemas de propina. No entanto, ele nega a promete acioná-los na Justiça por danos morais.

Outro caso envolve contratação de  fantasma no gabinete de Sebastião. A servidora em questão é Damaris Rastelli, nora do pastor Sebastião e madrasta do vereador por Cuiabá Abílio Júnior, que foi exonerada assim que o escândalo veio à tona.

O vídeo em que o pastor Sebastião aparece ao lado de Galli não foi gravado no púlpito ou em ambiente que caracteriza abuso do poder religioso. A questão ganha força nos debates sobre as eleições de outubro graças  ao crescimento vertiginoso da chamada bancada religiosa,  especialmente evangélica.

O debate  em torno desse tema, diferentemente de outros tipos de  abuso, como o econômico e de poder, ainda não está pacificada dentro dos Tribunais Eleitorais. No entanto, existem decisões, como no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que penalizaram parlamentares com base nesse tema.

Os órgãos de fiscalização, incluindo Procuradoria Regional Eleitoral, já fizeram recomendação a líderes religiosos com intuito de alertar acerca da prática irregular. Isso porque as igrejas e templos são considerados bens públicos e propaganda nesses locais é vedada e pode implicar em abuso de poder econômico.

Neste ano, pelo menos 11 evangélicos disputam as eleições em Mato Grosso. Destes, cinco devem aparecer na urna eletrônica utilizando o  título de “pastor” no nome.

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