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Mato Grosso

Executiva nacional lança Medeiros em MT à disputa pela vaga deixada por Selma no Senado


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Os partidos em Mato Grosso já começam a oficializar os nomes que vão disputar a eleição suplementar, em 26 de abril, após a cassação da senadora Selma Arruda(Podemos), com decisão do Tribunal Superior Eleitoral, por abuso de poder econômico e prática de Caixa 2 nas eleições de 2018. Validando decisão realizada também em 2019, em abril, do Tribunal Regional Eleitoral que decidiu por unanimidade, a perda de seu mandato.

Depois do vice-governador pedetista, Otaviano Pivetta que teve seu nome lançado pela sigla no último sábado(15), e o ex-governador Júlio Campos nesta última segunda-feira (17), pelo democratas; nesta quarta-feira (1) foi a vez do deputado federal e presidente estadual do Podemos, José Medeiros.

Depois do vice-governador pedetista, Otaviano Pivetta que teve seu nome lançado pela sigla no último sábado(15), e o ex-governador Júlio Campos nesta última segunda-feira (17), pelo democratas; nesta quarta-feira (1) foi a vez do deputado federal e presidente estadual do Podemos, José Medeiros.

Por meio de nota, a Executiva Nacional decidiu lançar a pré-candidatura do parlamentar, que ocupa a vice liderança do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), na Câmara Federal.

De acordo com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu, o partido não deverá medir esforços para eleger Medeiros na vaga da senadora que, em agosto do ano passado deixou o PSL e foi recebida pela sigla, em Mato Grosso, debaixo de uma grande festa realizada em Cuiabá, pelos seus correligionários. Evento coordenado pelo presidente do diretório da Capital, o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro.

Com a pré-candidatura confirmada, José Medeiros – que comanda o diretório no Estado -, já confirmou a convenção do partido para o próximo dia 12 de março. A convenção vai homologar a sua candidatura e de seus dois suplentes.

Análises mais recentes realizadas por jornalistas, articulistas e alguns especialistas em marketing, sobre o cenário deixado com a perda do mandato de Selma Arruda no último 10 de dezembro, Medeiros terá que realizar duas missões bem difíceis, se quiser obter êxito nesta empreitada eleitoral: aplacar a ira da senadora Selma Arruda, que anda às rusgas com ele, mesmo que, publicamente, ambos não revelem isto. E ainda conseguir que Bolsonaro seja seu ‘garoto propaganda’ em Mato Grosso.

Mas, inequivocamente, Medeiros está entre os nomes mais fortes para vencer esta queda de braço e se tornar novamente um senador da República.

Superpopulação de candidaturas

Outros nomes que devem ser lançados pelos seus partidos para peitar a disputa pela Senatória, está a empresária Margareth Buzetti (PP). Ainda que corra pela ‘raia de fora’, dentro da legenda, o nome do deputado federal progressista, Neri Geller.

Dentro desta superpopulação de candidaturas tem ainda a suplente de deputada, Gisela Simona, que já mostrou que é boa nas urnas, tendo obtido mais de 50 mil votos. Além de nomes como do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PL), ou do deputado federal Nelson Barbudo(PSL).

No Partido dos Trabalhadores são ventilados nomes como dos deputados estaduais Lúdio Cabral[que tem reforçado consecutivamente que não disputará], Valdir Barranco, a deputada federal Rosa Neide e o ex-deputado Carlos Abicalil.

No PSDB o nome do ex-deputado federal Nilson Leitão volta a despontar. O PCdoB pretende novamente lançar a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia. Outros nomes também aparecem com a intenção de assegurar o mandato deixado por Arruda, como dos deputados estaduais Max Russi (PSB) e Elizeu Nascimento (DC).

Sem esquecer, claro, do social democrata Carlos Fávaro (PSD), terceiro colocado na disputa ao Senado, em outubro de 2018. O ex-vice-governador espera assumir, temporariamente, a vaga de Selma, após decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, que concedeu a ele, por meio de liminar no final de janeiro, para que vire senador por algum tempo. Contudo, pesa contra Favaro neste momento eleitoral, o cansaço de uma luta e o desgaste advindo dela, quando correu na Justiça pela cassação da senadora, até ganhar a possibildade de assumir o seu mandato.

A liminar foi concedida em ação interposta pelo Diretório Nacional do PSD, que estava sob relatoria da ministra do STF Rosa Webber. Com resultados ampliados com a outra ação, esta outra colocada pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Procuradoria Geral do Estado.

Rito depois do TSE no Senado

A vaga ao Senado foi aberta após cassação da ex-juiza Selma Arruda (Podemos), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 10 de dezembro de 2019, por abuso de poder econômico e prática de Caixa 2 nas eleições de 2018.

O TSE determinou novas eleições imediatamente e afastamento da parlamentar pelo Senado Federal, que deu início ao rito no dia 5 de fevereiro. O relator da matéria é o senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Selma foi citada para que exerça, se desejar, seu direito de defesa perante a Mesa no prazo de 10 dias úteis, conforme previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal.

Esgotado o prazo sem apresentação de defesa, há a nomeação de defensor dativo para fazê-la no mesmo prazo. Recebida a defesa da senadora ou advogado dativo, será aberto prazo de até cinco dias úteis para que o relator profira o seu voto nos termos do Código de Ética.

Após este rito, a Mesa, então, marcará uma próxima reunião para apreciar o relatório. Por último, o Plenário será comunicado da decisão tomada pela Mesa, com publicação do Diário Oficial da União e no Diário do Senado Federal para que produza seus efeitos.

Cassação

A juíza aposentada e senadora Selma Arruda teve o mandato cassado por 6 votos favoráveis e apenas um contrário, em 10 de dezembro de 2019, pelo Tribunal Superior Eleitoral, por caixa 2, abuso do poder econômico e arrecadação ilícita de recursos nas eleições de 2018.

Ainda foi decidido – por maioria – a realização imediata de novas eleições pela vacância da cadeira, cassação dos suplentes Gilberto Eglair Possamai e Clérie Fabiana Mendes e sua inelegibilidade por oito anos na política. Confirmando decisão de abril deste ano, quando por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, já tinha cassado seu mandato.

A decisão foi tomada no julgamento do recurso interposto por empresário do agronegócio, Carlos Fávaro, que nas últimas eleições ficou na terceira colocação no pleito. (Com informações da assessoria do Podemos)

Fonte: https://www.obomdanoticia.com.br/politica/executiva-nacional-lanca-medeiros-em-mt-a-disputa-pela-vaga-deixada-por-selma-no-senado/42908