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Saúde

Enxaguante bucal: Melhor tipo, malefícios, benefícios e mais

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Enxaguante bucal é frequentemente usado para reforçar a higiene oral, visto que ajuda o controle químico da placa bacteriana — conjunto de micro-organismos que vive na superfície dos dentes —, cuja falta de tratamento pode resultar em danos à saúde bucal.

Embora seja um método auxiliar de limpeza muito comum, é preciso tomar alguns cuidados com escolha, frequência, composição e modo de uso dos enxaguantes bucais. Entenda:

Qual é a composição?

De acordo com a cirurgiã-dentista Luciana Scaff Vianna, da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), a maioria dos antissépticos bucais contém agentes com ação antimicrobiana, tais como clorexidina, óleos essenciais e cloreto de cetil piridínio.

Já o flúor é indicado para reduzir o risco de cárie dental e o álcool visa garantir maior concentração dos princípios ativos.

É bom usar?

Master1305/Shutterstock

A placa bacteriana é responsável pelo aparecimento de doenças como gengiviteperiodontite. Pacientes com histórico dessas alterações bucais podem incluir o uso de enxaguante bucal em sua higiene como método auxiliar ao controle mecânico realizado com a escova e o fio dental.

Usuários de aparelhos ortodônticos, próteses fixas e implantes também podem usar o produto.

Além disso, os antissépticos também podem ser usados por pacientes hospitalizados, indivíduos no pós-operatório de implantes ou doenças periodontais ou pessoas com alterações motoras que dificultem a escovação.

A partir de quantos anos?

O enxaguante bucal só deve ser usado por pessoas que têm controle suficiente para cuspir toda a solução após o enxágue, visto que o produto não deve ser ingerido.

Já as soluções com álcool só são indicadas para crianças acima de 12 anos de idade, já que há incidência de alcoolismo.

Tem efeitos colaterais?

Alguns componentes podem gerar efeitos colaterais. Por exemplo, o uso prolongado de enxaguante bucal com clorexidina pode promover irritação da mucosa e manchamento dos dentes, além de alterações no paladar.

Ainda há informações sobre a correlação de enxaguantes com mais de 25% de álcool e aumento do risco de câncer de faringe e boca, mas a odontologista explica que a associação não é confiável porque metanálises já descartaram sua significância.

Faz mal usar todo dia?

De acordo com a odontologista Elaine Escobar, da Câmara Técnica de Periodontia do CROSP, existem produtos com componentes sem efeitos colaterais para uso diário, como óleos essenciais e cloreto de cetil piridínio. Porém, há fórmulas que devem ser usadas esporadicamente, como as com clorexidina.

Enxaguante bucal substitui a escovação e o fio dental?

O antisséptico oral não substitui à higienização com escova e fio dental, mas a complementa.

Antes ou depois?

O ideal é usar o produto depois da escovação e do fio dental, já que o processo mecânico promove o rompimento da placa, o que facilita a ação das substâncias antimicrobianas.

Disfarça o mau hálito?

Alguns enxaguantes reduzem as bactérias na boca e, indiretamente, combatem substâncias presentes no metabolismo desses micro-organismos que são responsáveis pelo mau hálito. Entre os produtos com tal função, estão os com álcool, flúor, clorexidina e produtos naturais.

Qual é o melhor tipo de enxaguante bucal?

Tipos de enxaguante bucal.

Hajakely/Shutterstock

De acordo com a especialista, a escolha do melhor enxaguante bucal dependerá do objetivo de uso:

Prevenção da cárie

Se o objetivo for a prevenção da cárie dental, o ideal é que exista o flúor na formulação.

Limpeza profunda

Se a finalidade for intensificar a limpeza — como método complementar à escovação —, é indicado usar enxaguante bucal com óleos essenciais e/ou cloreto de cetil piridínio.

Controle das bactérias

Já se o objetivo for redução dos micróbios rapidamente, como no caso de pacientes hospitalizados, e imobilizados, a melhor opção de enxaguante bucal é a clorexidina.