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Agronegócios

Ener Sugar repagina usina parada com R$ 5 mi e volta ao mercado em 2020 com cana garantida

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A antiga Usina Pau D’Alho virou Ener Sugar e vai voltar ao mercado em 2020, após investimentos iniciais de R$ 5 milhões na recuperação dos equipamentos industriais. Os novos proprietários também já estão renegociando contratos de venda de energia que foram interrompidos e vão decidir o percentual do mix mais a frente, das 1 milhão de toneladas de cana que marcarão a restreia da indústria.

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E matéria-prima garantida, comprada acima das referências pagas pelos players, é um dos diferenciais, para a unidade de Ibirarema, no Sudoeste paulista, cuja última moagem foi em 2013.

Enquanto limpavam as pendências judiciais, desde 2017, quando poucos credores criaram resistência, Sylvio Ribeiro do Valle Mello Jr e seu sócio tentaram achar alguns outros investidores para o negócio. Desistiram diante de algumas exigências consideradas despropositadas.

E com a economia sem ritmo e a sucroenergia também ainda em recuperação, não eram exatamente fatores de estímulos. “Mas agora, com as expectativas melhores, inclusive para o nosso setor, estamos abertos”, afirma o empresário, lembrando que os planos da Ener Sugar são para 4 milhões de toneladas por safra. Hoje, a capacidade instalada é de 2,2 milhões de toneladas.

Na safra 20/21, a partir de abril, os proprietários acreditam na replicação de outra temporada alcooleira. Em números redondos, as 1 milhão de toneladas que serão moídas podem render  900 toneladas/dia de açúcar e 500 mil litros/dia de etanol.

Começar zerada em dívidas é outro aspecto favorável para a empresa, acredita ele. A expectativa é boa, de acordo com o empresário, segundo os sintomas das boas renegociações que estão sendo feitas com os antigos compradores de energia.

Enquanto isso, a nova usina vai ao mercado, contando com outra força adicional. Em um setor onde a matéria-prima próxima e garantida é fundamental, Valle terá a parceira dos fornecedores da região de Assis, uma vez que é presidente da Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana).

Aliás, para quem acompanhou desde o início as tratativas para a encampação da massa falida da Pau D’Alho reconhece que a intenção era criar um canal de compra de cana para os produtores independentes, sempre às voltas com problemas de preço deprimidos pelo Consecana.

Vale dizer, que o novo usineiro, a vida toda só fornecedor, vai gerar um relacionamento comercial valorizando mais o fornecedor e a cana de qualidade, em um regime de contrato diferenciado.

“Agora, poderemos criar um pólo de desenvolvimento regional forte”, aposta Sylvio Ribeiro do Valle.