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Dor Neuropática é uma das consequências mais debilitantes do diabetes


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Em 14 de novembro são propagadas diversas ações e informações pelo Dia Mundial do Diabetes, doença que atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil e possui grande impacto na qualidade de vida do indivíduo, em virtude das sequelas que se desenvolvem a partir de tratamentos inadequados ou pela simples evolução da doença ao longo dos anos. Dentre algumas destas consequências, a dor neuropática diabética é uma das mais debilitantes.

Gerada a partir de uma lesão nervosa periférica ocorrida pelas alterações vasculares e danos metabólicos da hiperglicemia, característica do Diabetes Melito, a dor neuropática atinge de 10 a 30% dos portadores da doença e surge, mais frequentemente, a partir de 10 anos de atividade desta.

O problema interfere diretamente na rotina diária e nos relacionamentos dos seus pacientes. “A dor neuropática diabética causa desconforto e limitações provocadas pela dor, por forte queimação nos pés e também nas mãos, além de pontadas ou choques nas extremidades dos membros, especialmente os inferiores. Em algumas situações, pode apresentar dormência. Em geral, a crise pode ser desencadeada por estímulos simples como contato com a água e roupas”, conta o mestre e doutor em neurocirurgia pela UNIFESP, com especialização no tratamento da dor pela Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. Claudio Corrêa .

Embora a neuropatia diabética esteja presente no processo evolutivo do diabetes, ela pode ser evitada ou ter seu aparecimento adiado com algumas medidas simples. “Podem ser adotados o controle rígido da glicemia, o uso de calçados adequados – com palmilhas especiais -, a ingestão de vitaminas que regeneram a membrana responsável por envolver o nervo e também de antiagregantes plaquetários que previnem a obstrução dos pequenos vasos que irrigam os nervos”, explica o especialista.

Em relação ao tratamento para os casos já em andamento, são indicados medicamentos que atuam no sistema supressor da dor, reduzindo significativamente essas manifestações dolorosas.

Para além dos medicamentos, são indicadas técnicas cirúrgicas de neuroestimulação. “Nestes casos, são implantados eletrodos para a emulação da medula espinal, que atuam tanto na melhora da condição dolorosa como da microcirculação periférica, em casos de diabéticos crônicos”, pontua Dr. Claudio.

Embora a técnica não seja ainda desenvolvida pelo SUS, está presente no rol de procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde) para cumprimento das operadoras de planos de saúde.

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