Conectado por

Opinião

Deputados retomam audiências da CPI da Energisa que poderá deixar o Estado, médicos de Santa Catarina querem apoio do governador contra pandemia, confirmação de eleições pressiona prefeito da capital

Publicado por

em

Agronegócio – Na coluna que vai ao ar na sexta-feira (10) no RONDONIA DINÂMICA o jornalista, José Luiz Alves, entre outros temas importantes sobre o agronegócio, aborda o talento do produtor rural neste momento de crise, assim como o desenvolvimento da agricultura e pecuária na região da Ponta do Abunã, que pertence a Porto Velho. Revela também a importância do Banco do Povo em Rondônia financiando os pequenos e micros empreendedores rurais e urbanos. Na verdade, com amplo conhecimento sobre o tema, José Luiz Alves mostra que o agronegócio vem mantendo em pé a economia de Rondônia neste período de coronavírus.

Continua após a publicidade

CPI – Após paralisação devido ao coronavírus e prorrogação do período de investigações, a CPI da Energisa, em andamento na Assembleia Legislativa (Ale) retornou esta semana, através de videoconferência. O presidente da CPI, deputado Alex Redano (PRB-Ariquemes) disse que estão sendo tomados depoimentos de denúncias de irregularidades praticadas pela empresa distribuidora de energia elétrica no Estado como aumento abusivo do valor do quilowatt, retiradas de medidores sem autorização, cortes em finais de semana e contadores otimizados, dentre outros problemas.

CPI II – Serão realizadas mais três audiências, as últimas da CPI, também via sistema remoto, quando serão ouvidos os deputados federais e senadores; os diretores da Aneel e, por fim, a oitiva dos diretores da Energisa. O deputado Redano acredita que o relatório exigirá do governo federal a cassação dos serviços da empresa no Estado. A Energisa assumiu (ativo e passivo) a antiga Centrais Elétricas de Rondônia-Ceron pelo preço simbólico de R$ 50 mil em agosto de 2018 e passou a dirigir a empresa em 30 de outubro do mesmo ano. As reclamações contra a empresa diminuíram, não devido a eficiência ou cobrança de um preço justo e serviço qualificado, mas porque a pandemia limitou os abusos da empresa. Porém as contas de luz continuam salgadas e motivando muitas reclamações dos consumidores.

Eleições – A tranquilidade do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB) com os vereadores, que sempre foram parceiros (ou submissos) ao Poder Executivo, após a confirmação das eleições municipais para novembro próximo já não é a mesma. Hildon não confirmou se é pré-candidato à reeleição, mas nem tudo é como dantes no quartel de Abrantes. Esta semana a vereadora Cristiane Lopes (PP), sempre parceira, mas pré-candidata a prefeita protocolou ofício no Ministério Público (MP-RO), para que o órgão solicite mais transparência do Executivo nos processos de aquisição de máscaras, álcool em gel, luvas, respiradouros, etc. Cobrar, fiscalizar, fazer leis são funções do vereador, que quase sempre são exercidas com o devido rigor em períodos de campanha, como agora, mas que deveriam ser permanentes.

Coronavírus – Em Santa Catarina, mais de 200 médicos encaminharam carta solicitando ao governador Carlos Moisés (PSL) que publique decreto de forma emergencial e baixar protocolo para uso imediato de medicações preventivas de hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, ivermectina, zinco, vitaminas C e D e garantir a disponibilização de todas as medicações para que os médicos administrem e os pacientes usem. Santa Catarina tem 7,2 milhões de habitantes, 32.961 casos e 393 mortes. O Rio Grande do Sul, com 11,3 milhões de habitantes e 31.999 casos teve 727 mortes até o último final de semana. Oportuna e importante intervenção dos médicos, que convivem diariamente com a pandemia, que vem matando humanos pelo mundo e, ainda, sem uma vacina.

Respigo

Há certas atitudes que nem Sigmund Freud, criador da psicanálise conseguiria definir. Porto Velho tem o pior transporte coletivo urbano do país, problema existente desde a administração do ex-prefeito, Mauro Nazif (PSB), hoje deputado federal, que antecedeu o prefeito Hildon Chaves+++ A empresa que opera (sic) o transporte atualmente não tem coletivos suficientes, e os que têm estão sucateados. No ano passado a prefeitura licitou o transporte coletivo e a empresa (JTP) venceu e deveria iniciar o serviço este mês, mas devido a pandemia ficou para setembro, porque os ônibus não ficaram prontos +++ Agora a justiça suspende a licitação realizada em 2019, atendendo ação de uma empresa, que não conseguiu nem participar do processo, porque foi desclassificada e questionou o processo licitatório. A prefeitura vai recorrer, e enquanto isso o povo vai continuar dependendo de uma frota que deveria ser interditada há tempo, pois não tem condições técnicas e de segurança para garantir um transporte seguro.

 

Valdir Costa

Fonte: www.rondoniadinamica.com