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Defesa de PF que matou jovem em boate no AC pede que ele não seja levado a júri popular

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A defesa do policial federal Victor Campelo, apontado como autor dos disparos dentro de uma boate que resultaram na morte do estudante Rafael frota, pediu que ele não seja levado a júri popular. A informação foi confirmada, na terça-feira (26), pelo advogado Wellington Silva.

A mãe do estudante, Neide Frota, lamentou a notícia e disse que o policial deve ir a júri popular.

“É o mais certo ele ser julgado pelo júri popular. Foi uma brutalidade o que ele fez com meu filho. Mesmo ele não tendo a intenção, tirou a vida do meu filho. Então, não acho justo ele não ir a júri, porque ele não estava a trabalho, estava em uma diversão”, afirmou a mãe.

Medidas cautelares

Conforme Silva, o requerimento foi baseado nos laudos, na reprodução simulada dos fatos, no relatório final do inquérito policial e na perícia técnica.

“O MP postulou para que o Victor seja submetido ao Tribunal do Júri por entender que tem os indícios mínimos de autoria e materialidade. Descordando do MP, a defesa pediu a absolvição sumária do Victor ou, alternativamente, para que ele seja impronunciado, ou seja, que não seja encaminhado ao Tribunal do Júri e o processo seja arquivado”, afirmou o advogado.

Campelo chegou a ficar preso por 45 dias e, após conseguir liberdade, foi submetido a medidas cautelares. Mas, em seguida, ele conseguiu na Justiça o direito ao porte de arma e de retornar às suas atividades na Polícia Federal. E, em maio de 2017, as duas medidas cautelares foram revogadas.

Entre as medidas revogação estão a proibição de frequentar bares, boates e casas noturnas, bem como o recolhimento domiciliar a partir das 19h nos finais de semana, feriados e dias de folga. Segundo o advogado, o policial ainda cumpre duas medidas cautelares.

Victor Campelo foi ouvido por quase 40 minutos durante uma audiência de instrução no dia 20 de julho de 2018 — Foto: Aline Nascimento/G1

Victor Campelo foi ouvido por quase 40 minutos durante uma audiência de instrução no dia 20 de julho de 2018 — Foto: Aline Nascimento/G1

Audiência de instrução

Campelo foi ouvido pela primeira vez em uma audiência de instrução, no Fórum Criminal de Rio Branco, no dia 20 de julho de 2018 e disse que a única reação que teve no dia da briga foi a de se defender. Na audiência, o policial foi ouvido por quase 40 minutos.

Na plateia, familiares da vítima assistiam atentos ao relato do policial. Na época, a mãe do estudante, Neide Frota, falou ao G1 que não conseguiu dormir pensando na audiência.

Segundo ela, essa era a quarta oitiva do caso e a primeira em que o policial seria ouvido. Neide falou que o coração ainda está muito ferido e espera justiça.

Disparos

Conforme foi relatado pela polícia na audiência, Campelo disparou ao menos cinco vezes na direção das pessoas. O primeiro tiro atingiu pegou na própria perna dele e os demais atingiram um dos rapazes envolvidos na confusão.

O tiro que atingiu Frota passou de raspão nesse rapaz, que estava agachado. Segundo a polícia, Frota estava se aproximando do grupo quando foi atingido.

O juiz do caso, Alisson Braz, lembrou que, conforme os resultados da investigação, Frota não estava no grupo que agredia o policial. Campelo contou que o local estava escuro, que não conhecia o estudante e não sabe se ele estava envolvido na confusão.

Ainda na audiência, o juiz pediu para avaliar o prontuário de atendimento de Rafael Frota. Segundo o magistrado, foi levantada a hipótese de o rapaz ter falecido por negligência no atendimento.

(G1)

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