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Agronegócios

Consumidor pagará caro por alimentos que poderiam estar sendo produzidos sob irrigação


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O volume de vendas durante a semana passada só não foi maior pela falta de interesse dos produtores que têm algum estoque em vender. Produtores estavam se manifestando no último sábado porque no domingo, ou mais tardar na segunda-feira, precisam estar cuidando no campo para que o agro não pare. Fosse em momento de pico de plantio ou colheita, não haveria como deslocar tantos produtores até Brasília.

Fica a lição de que, para fazer sua voz ser escutada, precisa ir lá na sede do poder e fazer muito barulho. Desta vez foi em apoio, mas em tantas outras, se houvesse este tipo de mobilização, certamente o setor não teria passado por tantos perrengues. Não são somente pelos bons preços da maioria das culturas, mas também por uma busca dos técnicos do Ministério da Agricultura em atender as demandas do setor. Em vários sentidos percebe-se que os servidores do MAPA estão com as mangas arregaçadas, trabalhando contra o relógio para destravar a burocracia onde for possível. Espera-se que o texto base da PL 3729/04 que prevê, dentro de limites razoáveis, ser avaliada mais rapidamente a liberação para irrigantes poderem produzir mais alimentos, mais Feijão.

Temos perdido lavouras por falta de chuvas. Produzir na terceira safra passa a ser primordial este ano, por exemplo. Se houvesse mais área irrigada, haveria abastecimento mais tranquilo, diminuindo as oscilações quando advém de quebra de safra. A população precisa vir a saber que o alimento será mais abundante pelo uso de irrigação e que a água que passa pelas lavouras não desaparece. Ela volta ao meio ambiente.

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