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Cardiologista explica os riscos da automedicação para o coração


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Seu João, 50 anos, vem ao consultório com sintomas de tonturas e mal estar. Relata que mediu a pressão arterial na farmácia e disseram que estava alta. Começou a tomar remédio para pressão alta ali mesmo, na farmácia, sem receita. Sem orientação, passou a tomar os remédios de forma irregular e sem saber a dosagem. Ao fazer exame físico, verifico a pressão arterial que está muito baixa (80/50mmHg). Explico que não deveria ter feito isto, pois pode estar com o diagnóstico de hipertensão errado e com risco de queda.

A hipertensão continua sendo um dos principais desafios da saúde pública, e contribui para a maioria das doenças cardiovasculares em todo o mundo.  Pelo menos 970 milhões de pessoas em todo o mundo têm hipertensão, e estima-se que esse número suba para mais de 1,5 bilhão em 2025. Embora o tratamento adequado da hipertensão esteja associado à redução de eventos cardiovasculares, apenas 25% dos pacientes com hipertensão têm controle adequado da pressão arterial. A automedicação inadequada também pode levar a erros de diagnóstico, dosagem inadequada, duração prolongada do uso e polifarmácia. 
Pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, são altamente propensos a automedicar. Estudos de pacientes com doenças cardiovasculares relataram o uso comum de medicamentos de venda livre, bem como medicamentos complementares e alternativos. A automedicação entre pessoas com hipertensão é de particular interesse, pois, apesar de a hipertensão ser um fator importante para um risco global de mortalidade e morbidade, os pacientes frequentemente desenvolvem estratégias de tratamento pessoal.

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