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Caramujos africanos que podem transmitir doença infestam bairros de Rio Branco


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Moradores de diferentes bairros de Rio Branco reclamam de infestação de caramujos em seus quintais. Esse problema não é novo e afeta praticamente a capital inteira – e é possível que outras cidades vivam o mesmo drama. Um estudo da Universidade Federal do Acre (Ufac) divulgado em julho de 2018 mostra que o caramujo gigante africano (‘Lissachatina fulica’) está presente em pelo menos 26 dos 36 bairros de Rio Branco estudados.

Os pesquisadores coletaram e enviaram 44 indivíduos vivos ao Laboratório de Referência Nacional para Esquistossomose-Malacologia, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a análise revelou que os animais estão infectados por nematódeos ‘Aelurostrongylus abstrusus’ e ‘Strongyluris sp’ , que podem causar doenças em animais domésticos (gatos) e selvagens.

“Os resultados da pesquisa apontam para uma ampla infestação dessa praga na cidade de Rio Branco e constata a total ausência do poder público no que diz respeito à implementação de medidas de controle, manejo e conscientização da população com relação aos perigos que essa espécie representa como vetora de doenças e praga agrícola”, observou, à época, o professor Edson Guilherme, orientador da pesquisa. Nesta terça-feira (21) Edson voltou a pedir intervenção do poder público na questão. “É preciso uma campanha orientando as pessoas como procederem no combate ao caramujo”, disse ao ac24horas o professor da Ufac. Tentativas de contato telefônico com autoridades de saúde, incluindo o secretário Alysson Bestene, foram feitas mas sem sucesso. Os moradores reclamam muito.

O fotógrafo Assis Lima emitiu alerta: “aqui na Baixada da Sobral tem vários foco dessas imundícies”, disse ele. Lima mora no bairro do Aeroporto Velho.

O auditor ambiental Thiago Ranzi, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade disse que o problema é visto em todos os Estados. “É no Brasil inteiro” informou. uma espécie nativa do leste e nordeste africano. O molusco chegou ao Brasil na década de 1980, como alternativa econômica. A ideia inicial era comercializá-lo a um preço inferior ao escargot, prato exótico oferecido em cardápios de restaurantes de luxo, dos grandes centros consumidores do país. Importado ilegalmente, a espécie foi introduzida em fazendas no interior do Paraná e escapou para o meio ambiente, adaptando-se perfeitamente em várias regiões brasileiras, inclusive no Acre, onde se espalha com velocidade impressionante.

Morador do Conjunto Ouricuri, o joalheiro Cesar Farias se assustou com a quantidade de caramujo que apareceu em seu quintal. Depois de conseguido eliminar parte, Farias ficou menos preocupado. “Tinha muito mas conseguimos diminuir aqui”, relatou. Outra moradora, July Prado relata como fez para controlar a praga em sua casa: “Vou colocando tudo em sacola e jogo sal na sacola… amarro e jogo no lixo. É importante colocar algo que mate. Porque se não vai virar praga em outro canto”. O Ibama diz que é preciso cavar um buraco, jogar os caramujos e esmagá-los para então enterrar. O caramujo africano chegou ao Brasil para ser uma opção mais barata ao escargot. Logo
descobriu-se que a espécie não era comestível e seus criadores a descartou de forma errada. Como não há muitos predadores naturais, se alastrou. Além disso, o caramujo africano é vetor de doenças como a meningite e a angiostrongilíase abdominal.

Importante é não tocar no caramujo e usar luvas na remoção

As lesmas e os caramujos gostam de locais úmidos e sombreados principalmente à noite. Quando há alta umidade e chuvas podem ser vistos durante o dia. Ele se alimentam principalmente de material vegetal. Eles raspam
as folhas, caules e brotos podendo danificar completamente mudas e plantas jovens. É importante lembrar de não ter contato direto com o molusco. Use luvas ao coletá-los de seu jardim, horta ou plantação.

Outras formas orientadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são armadilhas feitas com sacos de estopa ou panos embebidos de cerveja ou leite distribuídos ao redor das plantas. Ao amanhecer, há orientação que se vire a estopa ou pano e enterre em valas longe de poços e cisternas e cubra com uma camada de cal virgem. A coleta deve ser repetida diariamente. Restos de hortaliças como talos e folhas também funcionam como atrativos.

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