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Saúde

Campanha “Julho Amarelo” alerta sobre as hepatites virais


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A Prefeita Glaucione Rodrigues (MDB) e o deputado Cirone Deiró (PODE), participaram na manhã da segunda-feira, 1º de julho, no Hospital Materno Infantil, do lançamento da campanha “Julho Amarelo”, que tem por objetivo o combate as Hepatites virais. A hepatite é uma inflamação do fígado e pode ser causado por vírus ou pelo uso de remédios, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

A coordenadora do Programa de Controle de Doenças de Condições Crônicas e DST em Cacoal, enfermeira assistencialista no SAE, Neusa Amaral, esclarece que as hepatites virais são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas. Quando estes aparecem, podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjôo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Sendo as mais comuns causadas pelos vírus A, B, C e D. “A meta é diagnosticar principalmente as pessoas acima de 40 anos com hepatite C, que apesar de não ter vacina têm cura, se diagnosticada precocemente”, explicou.       

A Prefeita Glaucione alertou para a importância do diagnóstico preventivo no controle da doença. “A pessoa com algum tipo de hepatite corre o risco de a doença evoluir (tornar-se crônica) e causar danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a doença. Todas as nossas unidades de saúde estão preparadas para atender com o exame rápido e caso dê positivo, terá acompanhamento pelos ambulatórios especializados”, orientou.       

Em Cacoal, até o momento, já foram diagnosticados 714 casos de hepatites virais, com maiores incidências para a Hepatite B, com 527 casos. A hepatite B é transmitida principalmente por relações sexuais desprotegida, uma vez que seu vírus passa pelas secreções tanto do homem quanto da mulher. Mas ela também pode se espalhar se o sangue de alguém infectado entrar em contato com o de outra pessoa. Podendo ocorrer, por exemplo, entre quem compartilha seringas ou mesmo se vai à manicure onde os equipamentos não são esterilizados.

A hepatite B também é a porta de entrada para a hepatite D, pois o vírus D, menos comum no Brasil, só consegue infectar alguém que carrega a versão B no corpo. O problema é que essa coinfecção é consideravelmente mais grave. Em Cacoal já foram registrados quatro casos de B e D e dois casos de B e C.