Conectado por

Agronegócios

Busca por cursos online cresceu 1.000% na Embrapa gado de leite após pandemia


Compartilhe:

Publicado por

em

Programa de capacitação “Jovens do Leite” é novidade e tem por objetivo formar empreendedores para a sucessão familiar, diminuindo o êxodo rural.

O Núcleo de Transferência, Treinamento e Capacitação em Pecuária de Leite (Nutttec) da Embrapa Gado de Leite conferiu cerca de 17 mil certificados a produtores, técnicos e estudantes que concluíram seus cursos de EAD (Ensino à distância) em 2020. Esse número é 1.000% maior, comparado à 2019, quando foram emitidos 1.700 certificados.

O principal motivo deste crescimento, como explica William Bernardo, supervisor do Nutttec, foi a iniciativa de oferecer cursos gratuitos , logo quando a Organização Mundial de Saúde declarou a pandemia pelo novo coronavírus : “Registramos 20.717 matrículas, sendo 11.051 certificados emitidos nesses cursos gratuitos motivados pela pandemia”.

Outra grande fonte de atração de interessados nos cursos EAD da Embrapa foi o Programa Jovens do Leite , instituído no ano passado, que atraiu 3.041 pessoas com 6.047 inscrições, com a emissão de 4.795 certificados. Já os demais cursos da Embrapa Gado de Leite (incluindo os cursos pagos) contabilizaram 1.749 inscrições, com 1.086 certificados emitidos.

 Programa Jovens do Leite

A Embrapa Gado de Leite oferece seis cursos presenciais, que estão temporariamente suspensos devido à pandemia. Quanto ao EAD, em 2020 foram oferecidos sete cursos. Em 2021, o EAD começa com a oferta de oito cursos (veja abaixo a relação com todos os cursos) além de outros que estão em elaboração e serão disponibilizados em breve no site da Embrapa Gado de Leite.

“Com relação a 2020, pode-se considerar que o Programa Jovens do Leite foi a grande novidade”, diz Bruno Carvalho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite . Segundo ele, “o objetivo do Programa foi capacitar jovens do meio rural a se tornarem empreendedores de sucesso no agronegócio do leite, aumentando o desempenho técnico e econômico do empreendimento”.

Ainda segundo Carvalho, “o Programa contribui também para a sucessão rural, fazendo com que os jovens permaneçam na atividade”.

Além dos sete cursos no formato EAD, totalizando 260 horas, os jovens (35 anos é o limite de idade para participar) puderam acompanhar sete “lives tira-dúvidas”, de duas horas cada, com especialistas.

IG AGRO