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Botelho diz que DEM não pode apoiar governo em troca de cargos e critica votação na Câmara Federal

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O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho, criticou a direção nacional do DEM, por conta da eleição para presidente da Câmara Federal, no dia 1º de fevereiro. De acordo com o democrata, o partido havia conseguido mudar a postura de sempre apoiar o Governo federal, independente de quem estivesse no poder.

“O DEM ficou muito tempo sendo um partido orgânico, totalmente governista, recuperou isso de um tempo para cá e agora não pode voltar a estrutura partidária que apoia todos os governos em troca de cargos. Entendo que o que foi feito lá (em Brasília) não foi bom em geral para o partido, mas sair do partido não existe essa ideia”, disse.

Botelho faz referência à divergência gerada entre o ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e o presidente da sigla, prefeito ACM Neto, de Salvador (BA). O parlamentar articulou seu sucessor, Baleia Rossi (MDB), mas de última hora a executiva decidiu pela neutralidade, causando a debandada de deputados para o projeto de Arthur Lira (PP), eleito com o apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Chateado com a postura de ACM, Maia disse que o prefeito entregou o DEM “numa bandeja ao Palácio do Planalto”. Após a troca de acusações, o ex-presidente da Câmara estuda deixar a legenda. Já o prefeito de Salvador negou que a legenda irá fazer indicação para ministérios.

Apesar de demonstrar concordar com Maia, Botelho vai ficar no partido e trabalhar pelo projeto de reeleição do governador Mauro Mendes, também do DEM. Apesar de o chefe do Palácio Paiaguás já ter recebido convite de outras siglas, como o MDB, o presidente da ALMT crê na permanência do grupo.

“Acredito que todos fiquem no DEM. Em Mato grosso, defendo a continuidade do governo Mauro Mendes. Espero que ele seja candidato à reeleição, para continuarmos nesse processo de reconstrução do estado. Ele está num grupo formado por amigos que tem apoiado o projeto, não tem sentido deixar o partido”, completou.

 

 

 

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