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Pará

Baixa procura pela vacina contra o sarampo coloca Prefeitura de Belém em alerta

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A Prefeitura de Belém alertou, nesta quinta-feira (19), a baixa procura pela vacina contra o sarampo nos postos de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) divulgou na última sexta-feira (13) que a capital paraense vive um surto da doença. Em 2019, a capital tem 39 casos da doença confirmados, além de 129 suspeitas e 52 casos que estão sendo investigados.

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Segundo os dados fornecidos pela Sesma, Belém não registrava um caso há 10 anos, que voltou a aparecer em 2018, na chegada de índios venezuelanos refugiados.

“Belém que já se mantinha sem casos até 2018, quando nós tivemos um surto restrito aos venezuelanos, e foi contornado, não tivemos mais nenhum casos a partir desses”, disse Leila Flores, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Belém.

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O alerta de maior preocupação do sistema público de saúde municipal é que menos da metade do grupo de 166 mil pessoas na faixa de 20 a 29 anos se vacinaram contra o sarampo na capital. Segundo a Sesma, a concentração dos casos estão nos bairros mais populosos: Jurunas, Condor, Terra Firme, Cremação e Guamá.

“”Eu acho que um dos motivos é esse silêncio da doença. A população não ouvia falar mais de sarampo. O Brasil como um todo já tinha, praticamente, eliminado essa doença. A partir deste ano, dos primeiros casos importados de São Paulo, nós começamos a ter a disseminação paulatina da doença. E hoje nós temos 39 casos, caracterizando realmente que já estamos vivendo um surto”, alertou Leila.

Segundo a diretora, a falta de informação e os movimentos dos grupos que são contra a vacinação colaboram para que o quadro de contágio se agrave na capital, mas ela reforçou que somente com a imunização a população estará livre do sarampo.

“A Secretaria está trabalhando para justamente para interromper a cadeia de transmissão da doença que é com a vacinação, a única forma de se proteger. Os postos de saúde estão abertos diariamente para receber o cidadão para se imunizar”, concluiu Leila Flores.

G1