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A causa da dor no chikungunya


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O incômodo nas articulações é um dos principais temores dessa doença. Cientistas descobrem os fatores que aumentam o risco de desenvolver a complicação.

Transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o vírus chikungunya invadiu o Brasil e atingiu mais de 235 mil pessoas só em 2016. A infecção provoca sintomas moderados, mas alguns indivíduos passam a sofrer uma dor constante nas articulações, geralmente provocada por uma inflamação.

Experts brasileiros acompanharam 207 pacientes e descobriram que a gravidade inicial do chikungunya logo nos primeiros dias é o principal fator que determina o risco de o incômodo perdurar por vários meses (ou até anos). “Nesses casos, é ainda mais importante prescrever o tratamento reumatológico quanto antes para evitar as complicações posteriores”, esclarece a médica Claudia Marques, da Universidade Federal de Pernambuco, uma das responsáveis pela pesquisa, apresentada no último Congresso Europeu de Reumatologia, realizado em Amsterdã, na Holanda.

A especialista aponta que existem dois quadros diferentes da dor pós-chikungunya. “O primeiro está relacionado à inflamação em si e é muito parecido com a artrite reumatoide, enquanto o segundo não tem esse caráter inflamatório e não sabemos ainda a razão de ele aparecer”, conta. Suspeita-se que as próprias partículas do vírus ficam presas nas articulações e estejam por trás desse sintoma doloroso .

O que fazer?

Para dar um alívio aos pacientes, recentemente a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou um documento com recomendações para o diagnóstico e o tratamento dessa chateação nas juntas causada pela doença infecciosa. A partir da experiência dos médicos principalmente da região Nordeste do país, onde o número de casos se mostrou mais alto, foi possível criar essa orientação.

“A terapia começa com medicações analgésicas e, se o quadro avançar para uma inflamação, lançamos mão de drogas como os corticoides e o metotrexato”, resume Claudia. Sessões de fisioterapia também ajudam bastante na recuperação. Vale ressaltar que a escolha dos fármacos deve ser feita sempre pelo médico.

A verdade é que, assim como o vírus zika, a chikungunya pegou todo mundo de surpresa. “Não tínhamos experiência nenhuma quando a epidemia bateu à nossa porta e tivemos que aprender conforme os pacientes apareciam”, relata a especialista. Por mais que o número de casos tenha diminuído em 2017 e 2018, a expectativa é que eles voltem a subir nas próximas temporadas de verão, período do ano com as maiores taxas de transmissão.

*O jornalista viajou para o Congresso da Eular a convite da farmacêutica Abbvie

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