Envelhecimento da população, avanço das doenças crônicas e evolução tecnológica impulsionam a procura por exames e reforçam a importância da qualificação profissional

O envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas e a busca por diagnósticos precoces têm ampliado a demanda por exames de imagem no Brasil e reforçado a importância da Radiologia na assistência à saúde. Além de contribuírem para o diagnóstico, exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética, mamografia e medicina nuclear são fundamentais para o planejamento terapêutico e o acompanhamento da evolução clínica dos pacientes. 

Segundo o professor Dr. Ibevan Arruda Nogueira, doutor em Engenharia Biomédica e docente da Faculdade Santa Marcelina, a área também passa por uma rápida transformação tecnológica. Equipamentos mais avançados, imagens de alta resolução, reconstruções tridimensionais e recursos de Inteligência Artificial têm tornado os exames mais precisos e eficientes. 

Apesar dos avanços, o especialista ressalta que a tecnologia depende da qualificação dos profissionais que a operam. “O Tecnólogo em Radiologia desempenha papel fundamental na definição e adequação dos parâmetros técnicos, no posicionamento do paciente, na aplicação dos princípios de radioproteção e na obtenção de imagens com qualidade diagnóstica. A tecnologia é uma aliada, mas depende do conhecimento técnico e científico de quem a opera”, explica. 

Mercado busca profissionais especializados 

O crescimento da demanda também aumenta a necessidade de profissionais preparados para atuar em áreas como Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Medicina Nuclear, Radioterapia e procedimentos intervencionistas, além de tecnologias digitais e aplicações de Inteligência Artificial. 

Para Ibevan, a especialização é cada vez mais importante diante da velocidade das transformações do setor. “A especialização deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. A velocidade das transformações tecnológicas exige atualização permanente e formação continuada”, destaca. 

A atuação na Radiologia também vai muito além do raio-X. O profissional pode trabalhar em diagnóstico por imagem, radioterapia, hemodinâmica, centros cirúrgicos, pesquisa, docência, gestão em saúde e desenvolvimento de tecnologias. 

Nesse cenário, a formação profissional também precisa evoluir, incorporando ambientes de simulação, treinamento digital e novas ferramentas educacionais que permitam ao estudante desenvolver competências técnicas em ambientes controlados e progressivamente mais próximos das situações da prática profissional. 

O professor acredita que o futuro da área será marcado pela integração entre Inteligência Artificial, computação em nuvem, reconstrução avançada de imagens e medicina personalizada. “A tecnologia amplia as possibilidades da Radiologia, mas são profissionais bem preparados que transformam esses recursos em benefícios concretos para os pacientes”, conclui. 


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