Pré-candidato ao Governo do
Estado incluirá a pavimentação dos 80 km de Machadinho do Oeste a Cujubim no
plano de governo, atendendo a uma reivindicação de décadas da população do Vale
do Jamari
O ex-prefeito de Porto Velho e
pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União
Progressistas), em recente visita a Cujubim e Machadinho do Oeste, se
comprometeu a priorizar o asfaltamento da RO-205. Pavimentar o trecho de 80
quilômetros que separa os dois municípios é uma antiga reivindicação da
população local.
Hildon assegurou às principais
lideranças políticas e do setor produtivo da região que incluirá a obra em seu
plano de governo. “Pavimentei mais de 800 quilômetros de ruas e avenidas em
Porto Velho durante os meus oito anos de mandato como prefeito da capital,
então não vejo dificuldade em realizar essa obra tão importante para o Vale do
Jamari”, comentou Hildon.
“Esta obra trará melhoria da
qualidade de vida, segurança aos passageiros e principalmente agilidade para
atendimentos médicos de urgência”, ressaltou. “Estradas melhores aproximam
pessoas e oportunidades”, disse Hildon.
A obra beneficiará uma população
estimada em mais de 60 mil pessoas. “O asfalto representará uma ligação muito
mais rápida e segura entre as duas maiores cidades da região, eliminando o
isolamento que hoje inviabiliza o tráfego de veículos leves e de ambulâncias
com pacientes para os hospitais da capital”, ressaltou. Com a pavimentação, a
viagem de ida e volta de Machadinho do Oeste a Porto Velho será encurtada em
100 quilômetros.
Atualmente, a estrada de terra
representa um desafio diário para toda a região. Na estação chuvosa, caminhões
atolados geram prejuízos na produção, que se perde pelo caminho ou chega mais
cara até o consumidor, devido aos gastos excessivos no trajeto. No verão, a
intensa poeira prejudica a visibilidade, enquanto as “costelas de vaca” na
estrada deixam o trânsito mais lento e perigoso. “Por esse motivo, iremos
priorizar essa pavimentação”, confirmou Hildon.
INFRAESTRUTURA
Além de pavimentar a estrada,
Hildon planeja construir pontes de concreto e priorizar a logística de
integração, não apenas no Vale do Jamari, mas em todas as regiões do Estado.
“Vamos pavimentar estradas vicinais, concluir obras paralisadas e incentivar
novas alternativas logísticas para o escoamento da produção”, disse.
O pré-candidato explicou que, por
falta de asfalto num trecho de pouco mais de três quilômetros, um laticínio de
Cujubim encontra-se hoje com boa parte de sua produção totalmente paralisada.
“O acesso ao local é difícil, impossibilitando a ida e vinda de veículos
pesados e de trânsito frequente. Esse é apenas um exemplo de como podemos
transformar a realidade de uma região com obras como essa”, disparou.
O asfalto também trará forte
impacto positivo para populações de municípios e distritos vizinhos, como Vale
do Anari, com cerca de dez mil habitantes, cujos produtores rurais utilizam as
vicinais e ramais que cortam a RO-205, além de diversas comunidades e
assentamentos rurais instalados ao longo do eixo da rodovia, que terão seu
acesso a serviços básicos de saúde e transporte escolar transformado
radicalmente.
Hoje, centenas de alunos da zona
rural dependem do transporte escolar e sofrem com atrasos e atolamentos nas
linhas da região, assim como milhares de pequenos produtores de leite,
pecuaristas e motoristas de caminhão, que transportam seus produtos diariamente
pelas estradas vicinais e terão mais segurança, rapidez e redução dos custos
gerais de transporte.
ECONOMIA E TRÂNSITO
Importante corredor logístico
para o setor produtivo do Vale do Jamari, a RO-205 é o principal ramal
rodoviário para o escoamento de grãos, como soja e milho, gado de corte e da
forte produção leiteira da região de Cujubim. A rota também é essencial para o
transporte de madeira manejada e o recebimento de insumos agrícolas, como
calcário, fertilizantes e maquinários, vindos do eixo da BR-364.
A estimativa é de que circulem
cerca de R$ 1 bilhão por ano em mercadorias pelo trecho de chão entre Cujubim e
Machadinho. O valor está atrelado à produção local, principalmente de gado em
pé e leite resfriado, extraídos da microrregião e assentamentos rurais. Já o
trecho asfaltado da rodovia, entre Cujubim e a BR-364, responde por mais que o
dobro do valor, cerca de R$ 2,1 bilhões, incluindo R$ 600 milhões do transporte
de grãos, como soja e milho. Cujubim sozinho movimenta valores expressivos em
lavouras temporárias e o fluxo pesado de carretas graneleiras se concentra
fortemente neste asfalto, em direção aos portos do Rio Madeira.
Em relação ao tráfego diário de
veículos e pessoas, no trecho asfaltado da RO-205 circulam cerca de 1.500
veículos e mais de cinco mil passageiros, de quatro a cinco vezes o trânsito da
estrada de terra, por onde passam cerca de 400 veículos e menos de mil pessoas.
No período das águas, o trânsito na estrada de chão cai drasticamente, em até
40% do tráfego na seca, restringindo-se aos caminhões boiadeiros e leiteiros,
de tração pesada, e aos tratores de apoio.
ASSESSORIA


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