Recuperação planejada, naturalidade e menor afastamento ganham peso na decisão de mulheres que conciliam trabalho, família e autocuidado
O Brasil realizou 2.354.513 cirurgias plásticas estéticas em 2024 e liderou o ranking mundial de procedimentos cirúrgicos, segundo a pesquisa global da International Society of Aesthetic Plastic Surgery, divulgada em 2025.
A lipoaspiração aparece entre os procedimentos mais realizados no país, com 289.766 registros, dado que ajuda a dimensionar um mercado que já não é movido apenas pelo desejo de transformação corporal, mas também pela busca por técnicas que interfiram menos na rotina.
Para o cirurgião plástico Alexandre Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e ex-professor universitário da ULBRA por cinco anos, a paciente atual passou a avaliar a cirurgia a partir de uma pergunta mais prática: como melhorar uma queixa estética sem precisar interromper completamente a vida profissional, familiar e social.
“Hoje, muitas mulheres não chegam ao consultório pedindo uma grande transformação. Elas querem entender como melhorar algo específico sem desaparecer da própria rotina por semanas. A cirurgia plástica precisa conversar com a vida que a paciente já tem”, afirma Peruzzo.
A mudança aparece entre mulheres que acumulam trabalho, filhos, treinos, viagens e compromissos diários. Para esse público, um pós-operatório longo pode significar cancelar agendas, depender de terceiros, pausar atividades físicas e reorganizar a casa. Esse comportamento tem levado mais pacientes a buscar procedimentos menos invasivos, com indicação individualizada e planejamento voltado à previsibilidade da recuperação.
Segundo Peruzzo, a principal vantagem das técnicas de menor impacto está na possibilidade de tratar demandas específicas sem submeter o corpo a intervenções maiores do que o necessário. No contorno corporal, por exemplo, áreas localizadas de gordura podem ser abordadas de forma mais pontual quando a avaliação médica permite.
Em casos selecionados, o procedimento pode ser realizado com anestesia local e sedação, o que tende a reduzir a complexidade da recuperação em comparação a cirurgias mais extensas. “Ser minimamente invasivo não significa banalizar a cirurgia. Significa indicar menos quando menos é suficiente. O objetivo é reduzir trauma, preservar o organismo e permitir que a paciente retome a rotina de forma gradual e segura, sempre de acordo com a resposta individual do corpo”, diz o médico.
A recuperação, no entanto, não deve ser tratada como promessa. O Conselho Federal de Medicina determina que a comunicação médica deve seguir critérios éticos e não pode induzir garantia de resultado ou êxito individual. Na prática, idade, hábitos, extensão do procedimento, composição corporal, histórico clínico e adesão ao pós-operatório influenciam diretamente a evolução de cada paciente.
Mesmo com essa ressalva, especialistas observam que a busca por menor afastamento virou um critério relevante na escolha da cirurgia. Antes, muitas pacientes aceitavam longas pausas como parte natural do processo. Agora, cresce a procura por alternativas capazes de corrigir incômodos pontuais, preservar a mobilidade e permitir um retorno progressivo ao trabalho e às atividades cotidianas.
A naturalidade também entrou nessa conta. Depois de anos em que mudanças muito marcadas ganharam espaço na estética, parte das pacientes passou a rejeitar resultados artificiais. A preferência tem sido por intervenções discretas, proporcionais ao corpo e menos perceptíveis socialmente.
Para Peruzzo, esse movimento exige uma avaliação mais ampla do que a análise da área a ser operada. O planejamento precisa considerar metabolismo, massa muscular, exames laboratoriais, alimentação, rotina de exercícios e expectativas reais. “A cirurgia pode ser uma oportunidade para a paciente se reaproximar da própria saúde. Quando o procedimento é pensado de forma isolada, o risco é tratar apenas uma queixa estética e ignorar o corpo como um todo”, afirma.
Nesse contexto, a ideia de atendimento diferenciado deixa de estar ligada à ostentação e passa a envolver escuta, precisão e acompanhamento próximo. Para a paciente, o valor está em entender o que faz sentido para seu corpo, quais são os riscos, quanto tempo pode ser necessário para retomar compromissos e quais limites devem ser respeitados durante a recuperação.
A orientação antes da cirurgia é verificar se o médico é especialista, confirmar a estrutura onde o procedimento será realizado, perguntar sobre anestesia, riscos, tempo estimado de afastamento e cuidados no pós-operatório. Também é importante desconfiar de abordagens que prometem retorno imediato, ausência total de dor ou resultado padronizado.
“Para muita gente, a melhor cirurgia não é a que muda mais. É a que entrega um resultado compatível com o corpo, com a saúde e com a rotina da paciente. A estética amadureceu quando deixou de ser sobre parar a vida para mudar e passou a ser sobre planejar melhor cada escolha”, diz Peruzzo.
Sobre o Dr. Alexandre Peruzzo
Dr. Alexandre Peruzzo é cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade.
Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
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Sobre a clínica
A clínica do Dr. Alexandre Peruzzo atua no segmento de saúde de alto padrão, com foco em cirurgia plástica, contorno corporal minimamente invasivo, medicina estética, longevidade, avaliação metabólica e acompanhamento individualizado. O modelo de atendimento integra estrutura clínica, exames modernos, monitoramento da evolução corporal e uma experiência voltada à segurança, discrição e personalização, com conexão ao turismo médico e ao mercado premium em saúde.
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