Saúde mental vira compliance: o que muda para as empresas com a nova NR-1?
Especialista explica a atualização e como o monitoramento contínuo e ferramentas de automação facilitam o cumprimento das leis
A Norma Regulamentadora NR-1 de Saúde e Segurança do Trabalho passará por novas exigências a serem cumpridas a partir de 26 de maio, período em que se iniciam as fiscalizações. Após a data, os riscos psicossociais devem estar incluídos no Programa de Gerenciamento de Riscos e no inventário de Gerenciamento de Riscos Operacionais (GRO), junto de ameaças físicas, químicas e biológicas.
Com a atualização, as empresas se responsabilizarão pelas condições saudáveis e possíveis agravamentos de quadros existentes. Leandro Santos, CSO da Indexmed, healthtech especializada em gestão digital de saúde e segurança do trabalho, explica o intuito da nova NR-1.
“O objetivo da atualização é prevenir riscos de saúde mental dos trabalhadores e fazer com que o ambiente de trabalho seja mais humanizado e livre de assédios. Os riscos psicossociais que serão analisados incluem sobrecarga de trabalho, assédio moral, falta de reconhecimento, conflitos de relacionamento e jornadas excessivas”, afirma.
Outra mudança é a de que as companhias devem investigar qualquer acidente e enfermidade causada pelo trabalho para revisar e implantar medidas de segurança. “Agora, é obrigatório realizar planos para prevenção de problemas. Eles devem ter prazos definidos e critérios de monitoramento”, explica o CSO da Indexmed.
Como garantir conformidade com a legislação
Existem algumas práticas para estar em conformidade com a legislação, como:
Capacitação de equipes:
É necessário capacitar a equipe para garantir que as normas sejam cumpridas, além da realização de mapeamento e monitoramento contínuo da saúde e segurança do trabalho. Para Leandro Santos, uma das melhores formas de fazer com que todos os processos sejam feitos da forma correta é ter uma plataforma que centralize os dados e automatize as informações. “As ferramentas, como as da Indexmed, que automatizam processos e garantem o envio adequado ao eSocial, são fundamentais para que não ocorram falhas e riscos de penalidades. Por meio de uma facilitadora no processo de adequação à NR-1, as empresas conseguem ter maior visibilidade nos fatores psicossociais, como estresse, sobrecarga e assédio. Assim, é possível ter uma gestão mais estratégica e preventiva”, destaca o CSO.
2. Implementação de Indicadores de Desempenho (KPIs) de Saúde Mental
A nova redação da NR-1 exige que as medidas de prevenção tenham critérios de monitoramento claros. Para Leandro Santos, isso significa que a gestão de riscos psicossociais não pode ser subjetiva. “Não basta identificar que existe sobrecarga; a norma agora pede que a eficácia das ações preventivas seja mensurada. É preciso estabelecer indicadores, como o acompanhamento de taxas de absenteísmo por transtornos mentais ou o monitoramento de conflitos, para que o plano de ação seja realmente efetivo e passível de auditoria pelas autoridades”, pontua Leandro.
3. Investigação de Causas Raízes em Doenças Ocupacionais
A obrigatoriedade de investigar não apenas acidentes, mas também enfermidades, é um dos pontos mais sensíveis da atualização. Segundo o especialista, a análise deve ir além do óbvio. “A investigação de uma patologia psicossocial exige uma análise profunda da organização do trabalho. Segundo a NR-1, ao detectar um agravamento na saúde do trabalhador, a empresa deve revisitar seu PGR imediatamente. O foco deve ser entender se a falha está no processo, na jornada ou na cultura organizacional, garantindo que a medida corretiva ataque a causa raiz e não apenas o sintoma”, explica Leandro.
4. Gestão Contínua do Inventário de Riscos Operacionais (GRO)
O GRO deixa de ser um documento anual para se tornar um processo vivo. A integração entre diferentes riscos (físicos e mentais) exige uma visão holística que a norma agora torna mandatória. “A conformidade com a NR-1 depende da capacidade da empresa em manter um inventário dinâmico. Os riscos psicossociais são voláteis e podem surgir com uma mudança de gestão ou de metas. O desafio do gestor é garantir que o Gerenciamento de Riscos Operacionais seja uma prática cotidiana de escuta e observação, em que a atualização do inventário reflita as mudanças reais do ambiente de trabalho em tempo real”, destaca Santos.
Sobre a Indexmed
A Indexmed é uma das principais plataformas de gestão de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvida para atender empresas de todos os portes e prestadores de serviços de SST. É especialista nos envios dos eventos de SST para o eSocial, garantindo total conformidade com a legislação vigente. A solução centraliza exames ocupacionais, documentos legais e indicadores de saúde em um único ambiente digital, oferecendo rastreabilidade total das informações e suporte estratégico à tomada de decisões, atendendo também às exigências da NR 1.
Fundada em 2018 por Renan Soloaga, Leandro Santos, Ricardo Micelli e Sergio Pironato, a healthtech organiza dados críticos de SST, conectando tecnologia, gestão e compliance. Sua missão é tornar os processos mais eficientes, escaláveis e alinhados às necessidades reais das empresas e equipes de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).
Atualmente, a Indexmed conta com mais de 3,5 milhões de vidas cadastradas e mais de 267 mil empresas gerenciadas.
Para saber mais, acesse: https://www.indexmed.com.br/
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