Embora não tenham cura, Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser controladas com tratamentos modernos, especialista do HNIPO ressalta importância de tirar pacientes da fase aguda.
O mês de maio ganha a cor roxa representando uma causa de saúde pública crescente: as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII). Com o objetivo de conscientizar a população e reduzir o tempo entre os primeiros sintomas e o diagnóstico, a campanha Maio Roxo reforça que, embora crônicas e ainda sem cura, o tratamento adequado é a chave para a qualidade de vida.
O que são as DII?
As Doenças Inflamatórias Intestinais são patologias que provocam inflamação crônica e feridas no trato digestivo. Elas se manifestam principalmente de duas formas:
- Doença de Crohn: pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, atingindo todas as camadas da parede intestinal.
- Retocolite Ulcerativa: concentra-se no intestino grosso (cólon) e no reto, inflamando a camada mais superficial da mucosa.
Panorama e Dados
De acordo com a Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro (AGRJ), as DII afetam aproximadamente 5 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, os números revelam uma prevalência significativa: a cada 100 mil habitantes, 13 convivem com alguma dessas condições.
A associação destaca que a incidência é maior entre jovens (dos 15 aos 40 anos), embora o alerta deva se estender a todas as idades, inclusive idosos acima de 60 anos. Outro dado relevante apontado pela AGRJ é o componente hereditário, familiares de pacientes têm maior predisposição, embora a causa não seja única: fatores ambientais, condições do sistema imunológico e o tabagismo também contribuem diretamente para o desenvolvimento das doenças.
Sintomas: quando ligar o sinal de alerta?
A identificação precoce é fundamental para evitar complicações como fístulas, câncer de intestino e obstruções. A população deve estar atenta aos seguintes sinais persistentes:
- Diarreia crônica (que pode conter sangue, pus ou muco);
- Dores e cólicas abdominais frequentes;
- Necessidade urgente de evacuar;
- Perda de peso sem causa aparente e redução do apetite;
- Febre e fadiga persistente.
A visão do especialista
O diagnóstico precoce transforma o percurso da doença. Segundo o Dr. Cesar Quintão Brant, gastroenterologista do Hospital Nipo-Brasileiro (HNIPO), o foco deve ser o controle da inflamação para evitar danos irreversíveis.
"O Maio Roxo é um momento crucial para desmistificarmos as doenças intestinais. Muitos pacientes sofrem em silêncio por vergonha ou por confundirem os sintomas com problemas passageiros. O acompanhamento médico especializado permite que o paciente saia da fase aguda e entre em remissão, levando uma vida absolutamente normal e produtiva", destaca o especialista em gastroenterologia do HNIPO.
Sobre o HNipo
O Hospital Nipo-Brasileiro, localizado no Parque Novo Mundo, foi construído em 1988 para atender, principalmente, a comunidade japonesa no Brasil. Sua inauguração ocorreu no aniversário de 80 anos da imigração japonesa. Atualmente o hospital conta com mais de 240 leitos, entre apartamentos, enfermaria, UTI (neonatal, geral, coronariana e pediátrica), além do Centro Cirúrgico e de Pronto Atendimento Adulto e Pediátrico 24h, recebendo pacientes de todas as etnias e regiões da cidade.
Para mais informações sobre o Hospital Nipo-Brasileiro
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